Bruno Ferrari sobre mocinho cadeirante: 'Esse cara pode virar vilão'

Segundo ator, que protagoniza a novela 'Vitória', da Record, Artur é capaz de qualquer coisa em nome da vingança

Por O Dia

Bruno Ferrari vive Arthur em 'Vitória'Ag. News

Rio - São muitas as questões que Cristianne Fridman busca discutir com o personagem Artur. E sobrou para Bruno Ferrari o trabalho de tentar tirar do papel todas as dúvidas e angústias do mocinho da novela “Vitória”, que estreia dia 2 de junho na Record. Nós falamos mocinho? Uma correção: segundo o próprio Bruno, Artur é capaz de qualquer coisa, e isso o tira do universo do mocinho.

“Ele é ser humano, bicho. Quando eu comecei a ler os capítulos, eu me impressionei. Esse cara faz coisas que… Eu até falei com a Cris (Fridman, autora) que esse cara pode virar um vilão. Depois disso, ela me entregou mais alguns capítulos que mostram o flashback do personagem e explicam tudo que aconteceu na vida dele. E tudo tem sentido. Toda a vingança, a amargura, tudo tem explicação. Por isso que eu falo que ele é ser humano, super humano. Aliás, todos os personagens que a Cris escreveu são assim”, disse ao iG.

Bruno vai dividir a tela com Thaís Melchior, que faz sua estreia na Record como Diana. O triângulo é formado por Rodrigo Phavanello, que teve sua entrada adiantada por conta da demissão de Dado Dolabella. Segundo Bruno, suas cenas não precisaram ser regravadas ou adaptadas após a saída de Dado. “Aconteceu, né?”, limitou-se a dizer sobre o caso.

Voltando ao drama de Artur, a tal vingança que rege sua vida é contra o próprio pai. “Com 12 anos, ele sofre um acidente, cai de um cavalo que o pai deu para ele de presente, e se torna paraplégico. Por consequência disso, o pai dele, se sentindo culpado por ter dado o cavalo, se afasta dele. O estopim da história começa aí, tudo parte disso. E ele viva a vida toda pensando em como se vingar. Foi um processo, na verdade. Teve a coisa do amor, virou ódio, virou amargura, virou vingança. Eu acho que para ele, hoje, se ele não se vingar do pai, a vida dele perdeu o sentido”, contou.

Para se preparar fisicamente para Artur, Bruno praticou bem o universo dos cadeirantes com uma fisioterapeuta especializada na área durante um mês e meio. “Aprendi a me locomover, como sair da cadeira, ir para a cama… Enfim, ela trabalhou comigo todas as dificuldades que um cadeirante tem”, disse. Algumas cenas de “Vitória” foram rodadas em Curaçao, lugar que encantou o ator: “Foi um barato, o lugar é lindo, as praias são incríveis. Eu nunca tinha ido para o Caribe. E a água é absurdamente limpa”.

“Vitória” entra na grade com direção de Edgard Miranda para substituir “Pecado Mortal” e é a nova aposta da Record para elevar a audiência da dramaturgia. Bruno levanta a bandeira na divulgação da história. “A Cris já comentou que a novela fala de amor. E é isso mesmo. Artur está se vingando do pai pelo amor que ele tem por esse pai. É mais amor do que a vingança em si. Ele ama tanto esse pai e ficou tão mal de ter sido abandonado por ele que resolve se vingar”.

Reportagem: Nina Ramos

Últimas de Televisão