Caio Ribeiro diz que cobrir o Mundial no Brasil vale qualquer sacrifício

Comentarista de 38 anos encara a dupla jornada na Copa do Mundo. 'Se fosse qualquer outro tipo de evento, você poderia acusar o desgaste, o cansaço, porque é puxado', diz

Por O Dia

Rio - Se em 2010 Caio Ribeiro não saía dos estúdios da Globo para comentar a Copa da África do Sul, hoje o ex-jogador de futebol e comentarista está soltinho. Ou melhor, livre do ‘cativeiro’. Além de dar plantão na ‘Central da Copa’ nos dias de jogos do Brasil, ele viaja o tempo todo para participar das transmissões das partidas de outras seleções. É com fôlego de atleta que o comentarista de 38 anos encara a dupla jornada na Copa do Mundo. “Amo o que faço. Se fosse qualquer outro tipo de evento, você poderia acusar o desgaste, o cansaço, porque é puxado”, diz.

Caio Ribeiro durante apresentação do 'Central da Copa'Alexandre Brum / Agência O Dia


Quatro anos atrás, ele chegou a encarar uma maratona de 20 dias seguidos sem folga. A presença constante no vídeo, ao lado do apresentador Tiago Leifert, virou até piada, com o lançamento da campanha ‘Libertem o Caio’, promovida pelo casseta Hélio de La Peña. Caio bombou nas redes sociais e ganhou ainda mais popularidade.

“Sou grato pelo carinho com que o Hélio lidou com a coisa. Mas este ano mudou. Fico menos tempo na emissora e mais em trânsito. Então, as brincadeiras diminuíram, porque a exposição também reduziu”, compara.

Caio, porém, ainda é o alvo preferido das brincadeiras dos colegas. Mas leva tudo no bom humor. “Sou o pagador de micos oficial da Globo. Na ‘Central da Copa’ ou no ‘Bem Amigos’ (do Sportv), sempre acaba sobrando para mim. Quando tem que cantar, dançar ou pegar no pé de alguém, normalmente sou eu”, conforma-se.

A rotina atual exige preparo físico. Na semana passada, por exemplo, Caio terminou uma edição da ‘Central’ à 1h30 e voltou ao hotel, onde uma equipe da emissora o buscaria às 4h40 para levá-lo ao aeroporto. Seu destino era Cuiabá, onde comentou o jogo Japão x Colômbia. No dia seguinte, voou para outra disputa, em Recife, e voltou, no sábado, para participar do programa à noite.

“Copa é uma delícia. Vale qualquer sacrifício. Tenho o maior prazer em participar de uma cobertura no Brasil”, comemora Caio, que sentiu falta de ruas pintadas e casas decoradas com as cores nacionais a poucos dias do início da competição. “Agora, o pessoal abraçou a Copa e está levando essa energia para dentro dos campos.”

Na última sexta, Caio teve sua primeira folga desde que começou a cobertura do Mundial. E o que ele fez? Bateu uma bolinha com o companheiro Tiago Leifert e a galera da produção da ‘Central’. “Somos apaixonados por futebol, respiramos e trabalhamos com isso”, justifica.

Na Copa de 2010, a mulher dele, Renata, estava grávida. Hoje, seu filho, João, está prestes a fazer 4 anos. Quando pode, Caio traz a família de São Paulo, onde mora, para ficar com ele no Rio.

“Eles entendem que esse é o momento mais importante das nossas carreiras. Claro que eu morro de saudades deles, mas aí eles vêm para o Rio, passam dois dias comigo e voltam para São Paulo. Isso já ajuda um pouco”, relata. “Minha única chateação é não poder levar meu filho a uma partida no estádio. Ele é louco por futebol.”

Atacante habilidoso, com passagens por times como São Paulo, Inter de Milão, Santos, Flamengo e Grêmio, Caio pendurou as chuteiras em 2005. Dois anos depois, virou comentarista esportivo na Rádio Globo de São Paulo e no Sportv. Com o destaque nas transmissões, foi convidado a integrar o time da Globo em 2008.

“Procuro escutar mais do que falar. Quando você trabalha com pessoas do nível de um Galvão Bueno, Cléber Machado, Luis Roberto, Tiago Leifert, tem que tirar o máximo de proveito”, diz Caio, que nunca disputou um Mundial como jogador.

Sem vacilar, ele responde rápido sobre do que tem mais saudade da época em que jogava: “Sinto falta daquela sensação de fazer um gol num estádio lotado. É um momento único e inesquecível!”

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