'O Rebu': Quem matou o ambicioso e sedutor Bruno Ferraz?

Com audiência de 23 pontos, a trama conseguiu chamar a atenção do público, que já começa a especular sobre o possível autor do assassinato

Por O Dia

Rio - Data e hora do fato: 14 de julho de 2014, às 23h. Local: residência da empresária Angela Mahler. Vítima: Bruno Ferraz. Nacionalidade: brasileira. Sexo: masculino. Cor: branca. Estado civil: ignorado. Ocupação principal: profissional de tecnologia da informação. Testemunhas: Angela Maher, Carlos Braga, Maria Eduarda e Gilda Rezende, entre outros. Dinâmica do fato: crime de homicídio, forma até então não identificada, ocorrido na última segunda-feira, durante festa na casa da empresária Angela Mahler, figurando como vítima o jovem Bruno Ferraz, aproximadamente 35 anos de idade, sendo autoria e motivação até o presente momento totalmente ignoradas.

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A morte de Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira), que aconteceu na estreia de ‘O Rebu’, poderia ser assim descrita em qualquer registro de ocorrência policial. Com audiência de 23 pontos, a trama conseguiu chamar a atenção do público, que já começa a especular sobre o possível autor do assassinato. A especulação é tanta que até os próprios atores da novela fizeram um bolão dando seus palpites. A atriz Bel Kowarick, que interpreta Lídia, esposa do poderoso Braga (Tony Ramos), aposta em Gilda (Cássia Kis Magro) como a principal suspeita. “Eu acho que quem matou o Bruno foi a Gilda. Para mim, foi um crime passional. Imagino que ela, motivada por ciúme, teve uma forte discussão com ele e, num impulso, deu uma cacetada meio de mau jeito”, acredita Bel.

Vera Holtz, que vive a ricaça Vic Garcez, acha que todos são suspeitos, mas acredita que sua personagem não esteja diretamente envolvida no crime. “A Vic só quer saber de se divertir, mas sempre existe no ar uma possibilidade. A obra é aberta, o autor conduz da melhor forma”, acrescenta Vera. Marcos Palmeira também livra seu personagem, o delegado Pedroso, e o de Dira Paes, inspetora Rosa. “Eu e Dira não somos os assassinos, nós chegamos depois da festa. Mas todos que estavam na mansão são suspeitos. O Pedroso e a Rosa desconfiam de todo mundo, inclusive da Angela, que é uma forte suspeita”, afirma o ator. Quem também engrossa o coro é Jesuíta Barbosa, que vive Alain. “Para mim, foi a Angela junto com a Duda (Sophie Charlotte)".

Para dar uma ajuda aos atores e telespectadores, que encarnaram a função de detetives, o delegado Wellington Vieira, da Divisão de Homicídios de Niterói, explica como se inicia uma investigação como essa da novela. “É claro que isso é só uma base, pois não se trata de um crime verídico. Em casos como esse, a polícia tem que ser chamada imediatamente. Quando a Divisão de Homicídios é acionada, um grupo especial, composto por dez agentes — entre eles o delegado e os peritos criminal, legista e papiloscopista — vai ao local para fazer uma varredura na cena do crime. No caso na trama, seria a casa e a piscina”, indica o delegado.

Depois de o corpo ser retirado da piscina, uma nova ação deve ser concluída. “O legista vai observar se existe algum sinal de violência e o corpo será encaminhando para o Instituto Médico Legal para a realização da necrópsia. Enquanto o corpo é removido, os demais agentes ficam procurando evidências e fazendo o arrolamento das testemunhas, que é pegar nome, endereço e telefone”, acrescenta.

Ninguém entra e ninguém sai. Após a chegada da polícia, todos devem permanecer no local do crime. “Não pode liberar ninguém. Esse é um erro clássico. No caso dessa festa da novela, são mais de 100 pessoas. Mas os agentes têm que ouvir todos no mesmo dia. Vai dar trabalho, claro, mas tem que ser feito isso.” Na ficção, o crime é desvendado em 24 horas, coisa que pode ocorrer também na vida real, de acordo com o delegado, desde que as provas sejam concretas e não haja modificação na cena do crime.

“O que mais atrapalha é mexerem na cena, propositalmente ou não. Às vezes, uma guimba de cigarro chutada sem querer pode prejudicar a investigação”, diz Wellington, que, assim como a inspetora Rosa da trama, conta com o apoio das redes sociais para apurar determinados casos. “A primeira coisa é ver o perfil da vítima. Saber sobre a orientação sexual. Daí, vamos fazendo um círculo de relacionamentos, no trabalho, vida amorosa”, ensina.

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