Sem grito, Dona Jô bota ordem na casa no seriado ‘Vai que Cola’

A atriz Catarina Abdala não levanta a voz em meio à histeria das cenas

Por O Dia

Rio - No entra e sai no palco giratório do ‘Vai que Cola’, só uma personagem não se deixa contagiar pelo clima de histeria das cenas: Dona Jô, a proprietária da pensão vivida por Catarina Abdala. É ela quem bota ordem na bagunça dos hóspedes barulhentos. Na segunda temporada da série, que estreia amanhã, às 22h30, ao vivo, no Multishow, a atriz segue na linha de se fazer ouvir sem querer ganhar no grito.

Catarina assume papel de mãezona%2C mas diz para os colegas%3A ‘Vocês são estrelas%2C eu sou a protagonista’Divulgação


“Dona Jô é diferente. Cada personagem tem sua loucura. Enquanto eles estão lá histéricos, ela tenta acalmar, baixar a bola. A personagem tem história para contar e precisa ser ouvida. É a única que tem moral e caráter, porque todos os outros são trambiqueiros”, diz a atriz.

O elenco, que já tinha Paulo Gustavo (Valdo), Fernando Caruso (Wilson), Cacau Protásio (Terezinha), Fiorella Mattheis (Velna), Marcus Majella (Ferdinando), Samantha Schmütz (Jéssica) e Emiliano D’Ávila (Maicol), foi completado com Tatá Werneck (a taxista Eloísa), Marcelo Médici (o motoboy Sanderson) e Julia Rabello (Jaqueline), além de muitas participações especiais.

“Eu digo: ‘Vocês são estrelas, eu sou a protagonista’. Às vezes, fico meio louca com eles, mas não posso gritar. A Jô é meio mãezona de todos”, comenta Catarina.

Quando algum colega fica over em cena, a atriz traz de volta à realidade. “Eu aviso: ‘Hey, fala direito comigo! Eu sou a Dona Jô’”, diverte-se.

Aos 55 anos, Catarina Abdala compara o fenômeno da série do canal a cabo com o do seriado ‘Armação Ilimitada’ (1985), da Globo, em que fazia a Ronalda Cristina. “Foi um divisor de águas na TV, e agora estou em outra série que se diferencia das outras pela forma do trabalho e pela liberdade”, exalta.

A atriz começou no teatro aos 13. Na TV, o sucesso veio logo no primeiro papel: a malvada Cuca, do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, exibido de 1981 a 1986. “Fiquei mais velha sem me engessar, sem me acomodar. Eu me reinvento no ‘Vai que Cola’, aprendo muito coisa com eles. Não tem zona de conforto”, diz ela, que sonha voltar às novelas conciliando com o seriado.

Adrenalina aumenta na estreia ao vivo

Toda terça e quinta-feira, Catarina Abdala diz que acontece um milagre no palco do HSBC Arena, na Barra, onde é gravado o ‘Vai que Cola’ com plateia. Além de ter o texto na ponta da língua, o elenco tem que ficar muito atento com as inúmeras mudanças de cenário do palco giratório. É de deixar qualquer um tonto.
“A gente foi desenvolvendo uma técnica para fazer o programa”, garante ela. “Estudamos um texto de cada vez. A gente ensaia num dia e grava no outro.”

Mas amanhã vai ser diferente, já que o programa terá transmissão ao vivo, com uma hora de duração. É aí que a adrenalina aumenta. “Dá aquele friozinho na barriga, mas é superlegal. Vai dar tudo certo”, aposta.
O elenco da primeiro temporada estava superentrosado. Mas, segundo Catarina, os atores que entraram agora, como Tatá Werneck, Marcelo Médici e Julia Rabello, pegaram logo o ritmo do programa.

Nesta temporada, com 40 episódios, Valdo segue aplicando golpes. Ferdinando vira diva de boate gay. A periguete Jéssica busca fama na internet, mas só fica com um namorado, Maicol. E Wilson não desiste de tentar conquistar Dona Jô, sem sucesso.

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