Marcus Majella, do 'Vai que Cola', diz que recebe 'recadinhos safados' dos fãs

Ator acaba de renovar contrato com o Multishow e ganhou um programa solo

Por O Dia

Rio - Marcus Majella subiu no salto, soltou a franga e arrebatou o público na segunda temporada do ‘Vai que Cola’, do Multishow. Basta chamar seu personagem Ferdinando de zelador para ele reagir com um sonoro ‘amoooor’ e corrigir para ‘concierge’. O bordão ganhou as ruas e o ator já começou a colher os louros desse sucesso.

Marcus Majella em cena de 'Vai que Cola'Juliana Coutinho / Divulgação

Ele acaba de renovar contrato com o canal a cabo e, de quebra, faturou um programa solo para estrear ano que vem. Ferdinando terá um talk-show, onde vai receber personagens e personalidades para entrevistas na recepção de um hotel. A direção será de Paulo Gustavo. Entre os convidados, Majella sonha alto e quer chamar a famosa drag queen americana RuPaul para uma participação. “É uma ideia audaciosa”, empolga-se.

No humorístico, ele não economiza em afetação, menos ainda no figurino extravagante para brilhar no show do personagem, a Quinta Gay, no Méier. Mas se montar todo exige sacrifícios: “Morro de dor nos pés e nas pernas. Outro dia, usei um salto gigantesco e dancei uma música inteira, mas tive que repetir a cena. A perna já estava tremendo, mas consegui disfarçar bem. Sou gordinho, não é qualquer roupa que cai bem em mim. Mas isso faz parte do figurino e ajuda a contar a história. Ele sonhava ser diva.”

Estar acima do peso nunca foi um problema para Majella, que tira sarro do físico avantajado: “Sou um gordinho bem resolvido, gosto de mim assim. E, como sou o primeiro a me zoar, não sofro bullying.” Na mesma proporção que a autoestima, o assédio também aumentou. “Recebo recadinho safado do tipo: ‘Adoro um gordinho.’ Eu morro de rir.”

Bem-sucedido na TV fechada, ele diz que a liberdade que tem para criar, improvisar e até xingar no ar é a alma do negócio. “Até parece que ninguém fala palavrão, né? As pessoas estão caretas e o nosso humor ajuda a abrir mentes. Ser podado é a pior coisa que tem. O grande barato é ser livre, mas sem ofender e agredir ninguém”, deixa claro. Fazer uma novela é questão de tempo. “Já fui convidado algumas vezes, e só não topei por causa da agenda. Mas quero passar por essa experiência. Minha mãe é louca para me ver na Globo.”

Reconhecimento gera lucro e os tempos de saldo negativo ficaram para trás. “Deu para sair do vermelho, mas não penso muito em dinheiro. Gosto de viajar com a família e os amigos. Saúde e trabalho são o que importa”, diz ele, que está de malas prontas para a Disney.

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