'Fui mal aproveitado', diz Rafael Cortez sobre a Record

Em 2015, ele volta ao 'CQC' na Band

Por O Dia

Rio - O bom filho à casa torna. É assim que está sendo encarada a volta de Rafael Cortez ao ‘CQC’, da Band, depois de não renovar com a Record. Em 2015, a atração será ancorada por Dan Stulbach, no lugar de Marcelo Tas, e Rafinha Bastos substitui Dani Calabresa na bancada. “Não é um retrocesso. Sinto que estou dando um passo à frente, não dois para trás, já que o programa vai passar por uma reformulação geral. Talvez, se não fosse isso, eu não voltaria”, justifica Cortez.

Rafael Cortez diz que foi mal aproveitado na RecordPatricia Stavis

Da emissora dos bispos, ele diz não guardar mágoas, apenas frustração. “Em termos de exposição, fiquei a desejar, e não nego. Bateu uma insatisfação, porque, se eu pago por algum serviço, quero que o empregado dê tudo de si. Fui mal aproveitado. Recebi meus salários em dia e eles foram corretos em preservar minhas escolhas, só acho que podiam ter me conhecido melhor. Fui para apresentar um programa (‘Got Talent’), apresentei, mas não vingou. A frustração foi mútua. Ficou um gostinho de quero mais. Por um lado foi bom, porque eu não trabalhei tanto e pude colocar minha vida em ordem”, explica.

Mesmo que a primeira mudança de casa não tenha saído como o planejado, Rafael não se arrepende: “Continuo achando que foi a melhor coisa que fiz naquele momento. Estava cansado. Precisava de uma alternativa que me tirasse do lugar-comum, e a Record fez essa proposta. Sem desafio, eu preferia ficar solto no mercado.”

Cortez também esclarece que não há pinimba com os antigos colegas do ‘Custe o Que Custar’. “Fui o que se deu melhor com todo mundo ali. Se teve um ou outro atrito, foi tão pequeno que já foi diluído nesses cinco anos. Até fiquei chateado em alguns momentos, mas faz parte do processo. Tanto que, quando assinei minha volta, não sabia quem ia ficar nem sair. Meu termômetro não foi o casting. Fui o primeiro desse grupo a fechar contrato. Eu nem sabia que o Rafinha (Bastos) ia voltar. E achei ótimo. Ele funciona muito bem no que faz. Na época da Wanessa (a cantora processou o apresentador), o que aconteceu é que ele ficou num fogo cruzado e se afastou muito. Não tenho problemas com ninguém.”

A Record tentou segurá-lo e chegou a oferecer uma vaga de repórter no programa de Sabrina Sato. Insatisfeito, Cortez não aceitou. “Adoro a Sabrina, mas não era esse o meu negócio lá. Fui para ser apresentador. Não é questão de ego, é de coerência de contrato. Agora, na Band, eu posso ser repórter, porque foi esse o meu acordo”, esclarece.

O salário, segundo ele, não influiu tanto na decisão. “Não norteio minhas escolhas por dinheiro, mas sei que vivo numa condição privilegiada, se comparada ao Brasil. Ganho bem, não tenho do que reclamar.” Quanto ao seu quadro de maior sucesso, o ‘CQteste’, ele não sabe se volta, mas gostaria de continuar nessa linha de celebridades. “Meu desempenho é maior nessa área. Apesar de não ter amigos famosos, os artistas vão com a minha cara. Nunca fui babaca.” No caso dele, política é mais interessante do que futebol. “Se puder escolher, não gostaria de fazer pauta em estádio. Não conheço futebol, não conheço os jogadores. Se você domina o assunto, pode entrar na Gaviões da Fiel (torcida) sendo palmeirense. Quando você não sabe nada, comete muita gafe, está f..., porque é só bullying. Eu tinha medo”, lembra.

Um dos repórteres mais assediados do ‘CQC’, Cortez assegura que a fase mulherengo passou: “Estou solitário e ficando velho (38 anos). Já comi muita gente. Há uns anos, eu fiquei deslumbrado com a oferta de garotas, até porque quando eu era moleque não comia ninguém. Eu li mais do que transei. O ‘CQC’ deu uma equilibrada boa nesse sentido. Quero achar uma mulher do c... para casar e ter filho. E não basta ser linda, gostosa, eu preciso admirá-la.”

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