'Boogie Oogie' repete casal de 'Pecado Capital'

Quarenta anos depois, Betty Faria e Francisco Cuoco estão juntos novamente no folhetim das 18h

Por O Dia

Rio - Em 1975, Betty Faria e Francisco Cuoco fizeram o país se apaixonar pelo casal Lucinha e Carlão, de ‘Pecado Capital’. Quarenta anos depois, os atores ainda não formam um par romântico em ‘Boogie Oogie’, mas tudo leva a crer que Madalena e Vicente vão ficar juntos na novela de Rui Vilhena, que terá o seu último capítulo exibido em 6 de março. A torcida do público é para que isso aconteça, mas a atriz, de 73 anos, espera um outro destino para a sua personagem.

“Existe uma coisa romântica do povo. Eu adoro o Chico, somos amigos do peito, do coração, há muitos anos, mas eu acho que a Madalena é muito livre, deveria fazer viagens, se divertir, e não se prender a um amor. Eles não têm muito a ver um com o outro em relação à personalidade, à prática de vida. Se eu fosse a autora, colocaria a Madalena para ir para outras praias. A personalidade dela é muito solar para ficar com uma pessoa que tem seus conceitos e uma vidinha mais simples”, analisa Betty.

Espirituosa, a atriz sugere ainda outro desfecho para Madalena. “Eu acho que ela acaba morrendo já, já. Uma pessoa na terceira idade não termina, morre. Mas ela pode chegar ao fim da novela com um romance, sim”, reconhece. E, se o casal se acertar, tudo indica que eles vão celebrar o amor na pista da boate Boogie Oogie, onde Madalena está sempre marcando presença.

Em 1975%2C Betty Faria e Francisco Cuoco eram Lucinha e Carlão%2C de ‘Pecado Capital’. Na novela de Rui Vilhena%2C são Madalena e VicenteDivulgação

Desde os primeiros capítulos da novela, a atriz mostra desenvoltura ao fazer as coreografias que embalam os personagens e que colocavam todo mundo para dançar no final dos anos 70, época em que o folhetim é ambientado. “Eu dancei a vida inteira, tenho uma formação de bailarina. Estudei balé clássico, jazz, tudo. Fazer uma personagem que gosta de dançar é divertido”, diz.

Viajar no tempo com ‘Boogie Oogie’ tem prós e contras para Betty, que se permite um momento saudosista. “Os anos 70 valem um capítulo de livro. Teve de tudo, foi uma farra. Foi uma década maravilhosa artisticamente, em termos de liberdade, de conquistas femininas. Essa volta ao passado com ‘Boogie Oogie’ é ótima e, ao mesmo tempo, não, porque vejo o quanto o mundo está careta, hipócrita, fingido e violento. A realidade de hoje é que não se pode ter opinião, que se você coloca qualquer coisa na internet é xingada. Estamos em uma época muito dura, chata e careta. O que salva é a alegria de estar trabalhando”, constata a atriz, que não esconde a sua indignação diante de tantos escândalos de corrupção.

“É difícil encarar o Brasil com esse momento político. O nosso carma de corrupção é uma vergonha. Nos anos 70, era bonito, porque todo mundo estava tentando uma nova maneira de viver”, recorda.

Outra coisa que incomoda Betty nos tempos atuais é uma parcela da nova geração de atores. “Existem uns muito bons e outros que precisam de uns puxões de orelha. Além do estudo, que é necessário sempre, precisam de disciplina. Alguns ficam estragados, porque não têm disciplina, se atrasam e deixam a gente esperando no cenário, porque demoram a trocar de roupa. Os que têm disciplina são ótimos, e a tendência é que fiquem cada vez melhores”, aposta.

Prestes a se despedir de ‘Boogie Oogie’, Betty ainda não sabe se vai seguir o conselho que, se pudesse, daria a Madalena. “Eu penso em viajar nas férias, mas tenho tantas providências para tomar da minha vida particular que não sei se vai dar. É uma loucura”, diz.

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