Por tabata.uchoa

Rio - Com quem será...? O bissexual Leonardo, vivido por Klebber Toledo na novela ‘Império’, emergiu de uma grave depressão por causa do fim do caso que mantinha com o cerimonialista Cláudio Bolgari (José Mayer), e agora parte para uma nova empreitada tanto nos negócios como na vida amorosa. Coube a André Gonçalves entrar em cena, como Etevaldo, para dar essa guinada na história de Leo. Por conta da amizade colorida do personagem com Amanda (Adriana Birolli), o autor Aguinaldo Silva foi acusado de querer promover a ‘cura gay’.

“Por que seria cura? O Leonardo não está doente, está aberto às oportunidades, ao amor. Ele nunca disse que era só uma coisa ou outra, acho que as pessoas querem ser radicais, e sem necessidade. A vida não é feita de extremos”, esclarece Klebber.

Klebber Toledo vive o bissexual Leonardo em 'Império'André Luiz Mello / Agência O Dia

Leonardo viverá um amor de Carnaval com o tocador de surdo da escola de samba de Santa Teresa, e o ator acredita que o romance vai ser tratado com delicadeza pelo autor. “Ninguém está atrás de sensacionalismo”, frisa o artista, que nunca viveu uma história que tenha começado na folia e durado até depois da Quarta-Feira de Cinzas. Mas acha que, ao contrário do que muitos apostam, pode dar certo, sim: “Desde que haja vontade de ambas as partes. Não existe uma fórmula, quando tem que acontecer, acontece, seja no Carnaval, na Páscoa ou no Dia de Finados.”

Com relação ao beijo gay, Klebber não levanta bandeira: “Torço para ser contada uma bonita história. Uma relação entre duas pessoas do mesmo sexo é mais que um beijo ou sexo, tem todo o carinho, o envolvimento, a cumplicidade. Acho que tem que ser tratado com naturalidade, e não como algo de outro mundo ou aberração. Estamos falando de uma forma de amor, simples assim.”

Apesar de grande parte do público torcer para o relacionamento entre Leo e Amanda engrenar, Klebber não tem uma preferência: “Torço para o Leonardo terminar bem, afinal ele merece. Já sofreu pra burro.” Solteiro, o ator admite que o assédio aumentou: “Sou bem abordado. Mas sou um cara tranquilo, de boa.” E ele também recebe cantadas de homens: “Acho que, como sempre trato todo mundo com respeito e carinho, é assim que sou abordado, tanto por homens quanto por mulheres. Claro que, nas redes sociais, tem os mais saidinhos, mas até lá são sempre elogiosos.”

Fora o lado sentimental, Leo vai virar um empreendedor e pegará carona no modismo do food truck (ele vai vender seus hambúrgueres sobre rodas): “O Aguinaldo tem essa pegada moderna, do factual, e eu achei demais, até porque eu adoro comer. É um retorno que tenho sentido imediato, pois convites para esses eventos triplicaram no meu escritório.” Bom de garfo e de cozinha, Klebber sabe e gosta de preparar boas receitas: “Não sou nenhum chef, mas sei fazer um macarrão cabelinho de anjo com molho vermelho de tomate-cereja e uma carninha que é de comer ajoelhado, modéstia à parte.”

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