Domingos Montagner vive homem que descobre sete filhos biológicos na TV

Ator dá vida ao solitário Miguel em ‘Sete Vidas’, nova novela das seis da Globo, e estreia comédia inspirada na Bíblia, no teatro

Por O Dia

Domingos no lançamento da nova trama das seis da GloboDivulgação

Rio - A semana é de estreia dupla para Domingos Montagner. O ator entra em cena no palco do Teatro Poeira com o espetáculo ‘Mistero Buffo’, do dramaturgo italiano Dario Fo, em cartaz até o dia 1º de abril, e, na TV, dá vida ao solitário Miguel em ‘Sete Vidas’. A jornada será pesada apenas por um mês, tempo em que vai dividir as gravações da novela com seu personagem teatral. Mas Domingos garante que não é nenhum tormento. “Estrear duas coisas ao mesmo tempo é uma situação que eu adoro, é a coisa da produtividade, que a gente consegue ver”, diz Domingos.

Fugindo do estereótipo de galanteador, que conquistou por conta de seus outros papéis na televisão, Domingos vem numa linha mais serena, centrado e um tanto solitário em ‘Sete Vidas’, de Lícia Manzo. “Adoro que o público possa me ver de outra forma. Quanto mais o ator parecer diverso, melhor. Reduzir ele a um rótulo só empobrece. O Miguel é introspectivo, tem problemas de estabelecer relações”, conta.

Na trama, Miguel passa por problemas financeiros que o levam a doar sêmen. Com o passar dos anos, os filhos gerados através de seus espermatozoides resolvem conhecer o verdadeiro pai. No total, surgem sete. Número não tão distante assim dos filhos que Domingos tem na vida real: três. “Nunca pensei em doar sêmen. Já passei por muitos questionamentos, mas esse não. Eu também não planejei ter três filhos. Foi acontecendo, e eu achei fascinante. Eles foram nascendo, nascendo. Acho legal a família grande, divertida”, diz, aos risos. E segue se divertindo quando questionado se, atualmente, seria capaz de ser um doador de sêmen. “Pensando bem, melhor não, né?”

No teatro, Domingos empresta sua veia cômica para o espetáculo, que traz quadros que representam histórias bíblicas recriadas pela visão popular, numa crítica a temas atuais como a exploração do culto às celebridades, as deturpações da fé e a ganância. “Acho maravilhoso usar a comédia, a linguagem do palhaço, para abordar temas políticos e sociais importantes”, ressalta. Domingos também avalia um dos temas propostos na peça.

“Existe uma indústria envolvida nesse culto à celebridade. Isso não me interessa. O artista que tem êxito pode ter visibilidade, mas não precisa se comportar como uma celebridade”, critica. “A gente superlativa essa categoria. Pessoas célebres são aquelas que fizeram algum tipo de descobrimento. O fato de as pessoas se sentirem uma celebridade é que eu acho perigoso. Isso reduz a autenticidade do ator. Eu prefiro permanecer distante. Nunca vou me achar uma celebridade.”

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