Por daniela.lima
Armane não perde a pose%2C jamaisDivulgação

Rio - Ele pode até ter perdido a pose de empresário, mas a malandragem ainda impera. Armane, vivido por Vladimir Brichta, vai enfrentar uma inversão de papeis no episódio de terça-feira da última temporada de ‘Tapas & Beijos’. De lojista, o metido a garanhão passa a vendedor da Djalma Noivas — posto que já foi ocupado por sua ex, Fátima (Fernanda Torres) —, com direito a uniforme cor-de-rosa. “De patrão ele vira funcionário. É um desafio aceitar essa mudança, mas ele não vai baixar a guarda. Armane não se torna menos machista nem humilde por isso. Mesmo de rosa da cabeça aos pés, continua cheio de marra”, pontua Brichta.

E, como ninguém passa ileso de uma experiência com o mulherengo, vai sobrar para Djalma (Otávio Müller) o ônus e bônus dessa contratação. “De fato, Armane é um bom vendedor, vai se dar bem com as clientes e gerar lucro para a loja. Agora que está sozinho, ele vai passar a organizar despedidas de solteiras. O Djalma vai se encantar com essa malandragem, mas também terá problemas. Armane é um cara infiel... É uma dupla que tende a dar errado”, sentencia.

Apesar dessas e de outras armações, Vladimir torce por um final feliz para o personagem. “Na vida real, ele seria desprezível, mas na história criou uma empatia com o público. É um cara que só faz besteira, mas tem muito humor”, defende. Apesar de o fim do programa estar pré-acordado com a Globo, já bate a saudade. “O seriado tem situações de desencontros amorosos, e isso tem tempo de validade. Mas a gente conseguiu manter uma qualidade no ar nesses quase cinco anos. Completamos um ciclo, e está na hora de substituir por um produto novo, com mais frescor. O elenco deu muito certo, se quer muito bem e trabalha com paixão. Isso vai deixar saudade.”

Cria do teatro e do cinema, Vladimir não sucumbe à pressão para fazer mais novelas. “Falta eu não sinto. Obviamente que, se vejo uma trama bacana penso que gostaria de estar nela, mas nem todas que chegam me tocam... A televisão tem um poder muito grande, claro. Mas não é justo comigo e com quem me assiste se eu me acomodar com um personagem só, um gênero só. Não escolho meus trabalhos pelos produtos. Quero bons papeis.”

Se no seriado Brichta faz graça, em ‘Babilônia’ a mulher dele, Adriana Esteves, cultiva o ódio, na pele de Inês. Opostos na frente das câmeras, parceiros fora delas. “Sempre que possível, vejo a novela. Acompanho a carreira da Adriana antes de me casar com ela, porque é extremamente talentosa, se reinventa a cada trabalho, e isso me enche de orgulho e admiração”, elogia Vladimir.

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