Na pele da vilã Natasha, Carolina Oliveira dá adeus à inocência

Menina que estreou na TV há dez anos em ‘Hoje é Dia de Maria’ virou mulher e agora se destaca em ‘I Love Paraisópolis’, na pele da periguete

Por O Dia

Carolina Oliveira está no ar atualmente com a vilã Natasha em 'I Love Parasisópolis'Divulgação

Rio - A menina que conquistou o país em ‘Hoje É Dia de Maria’ (2005) não existe mais. Carolina Oliveira, 20 anos, virou mulher. E com direito a interpretar uma vilã sensual em ‘I Love Paraisópolis’. “A Natasha é periguete na forma de se vestir, gosta de se divertir, de causar. Mas não é do tipo que vai para a balada e beija todo mundo.” Nem a atriz, que já divide o mesmo teto com o namorado, o jogador de pôquer Felipe Mojave, com quem está há três anos.

“Nunca tive um lado periguete, nem pegadora”, afirma. Já em relação a sensualizar a história é um pouco diferente. “Me sinto sensual, mas não é uma coisa que me define, não é o que eu sou o tempo inteiro. Quando eu quero, eu sou sensual. Se não quero, não sou. Mas não sou ousada como a Natasha”, garante. 

Uma característica de Carolina que salta aos olhos é a segurança, assim como o desejo de acertar. “Não tenho preocupação em ser certinha. Eu falo o que penso e faço o que quero, mas nunca tive vontade de fazer nada de muito errado. Me preocupo com o que pensam sobre mim, porque quero ser um bom exemplo para as pessoas que acompanham o meu trabalho. Mas isso não chega a atrapalhar a minha vida”, frisa a atriz.

Não mesmo. Carolina não vê problema em fazer programas comuns aos jovens da sua idade. “Sair para beber não é errado. Errado é quando a gente machuca os outros, faz mal a alguém. Embora eu não faça isso, não vejo nada de errado na pessoa se divertir, ir para a balada todo dia, beber até cair. Já tomei porre, já fiquei altinha. Na verdade, não foi aquele porre, porre, porre... Não gosto muito de beber. Mas, de vez em quando, jantar com um vinho é bom. Só não gosto muito de ver o mundo rodando”, confidencia.

O vinho é elemento certo nos jantares românticos que a atriz prepara para o namorado. “A minha comida não é muito boa, mas faço um macarrão, um molho branco. Aí, a gente abre um vinho e já funcionou, dá para tapear. Sou um pouco romântica. De vez em quando, sou fofa (risos). Também gosto muito de mandar mensagem para o Felipe”, revela.

O romantismo de Carolina só não é capaz de fazê-la se enxergar vestida de noiva. Se depender do seu desejo, se casará com a roupa do corpo. “Sou meio maluca. Desde os 15 anos, penso em casar em Las Vegas em um drive thru de casamento. É como se você fosse pegar um lanche, só que, em vez do lanche, você casa. Nunca tive o sonho de casar de véu e grinalda. Não é uma questão de querer fugir do que é tradicional, mas eu realmente nunca gostei de vestido grande, de festa de debutante”, explica.

E foi com a mesma naturalidade que pretende se casar que a atriz se viu dividindo o mesmo teto com o namorado. “Não falamos: ‘Agora vamos morar juntos.’ Foi um negócio que aconteceu. Quando a gente começou a namorar, o Felipe não morava no Brasil. Então, quando ele vinha me visitar, ficava na minha casa, no Rio. Quando estávamos em São Paulo, também ficávamos na mesma casa. Foi assim, normal, tranquilo”, lembra, complementando: “O Felipe não foi meu primeiro namorado, já tinha tido outros namoradinhos, mas nada sério. Ele é o meu primeiro namorado sério. E último!”

Apaixonada, Carolina se recusa a revelar o que o moço tem de tão especial. “Segredo. Se eu contar, todo mundo vai querer”, diverte-se. Mas a atriz não esconde a receita de sucesso do relacionamento que ela espera ser eterno. “A gente é muito parceiro. Ele entende o meu trabalho, e eu entendo o dele. A gente caminha junto, conversa bastante. E isso é muito importante”, acredita.

Apesar de demonstrar maturidade para a sua idade, Carolina ainda não pensa em filhos. “Tenho um cachorro, o Black Jack (da raça Lulu da Pomerânia), que é meu filho. A gente dorme junto, divide o travesseiro. Está bom assim por enquanto. Ser mãe não é um sonho de menina, mas quero ter filhos um dia. Só que nem tão cedo”, diz.

Por hora, Carolina busca o que todos almejam. “A minha ambição é ser feliz, não importa de que jeito. Não sou consumista. Mas sou feminina. Então, de vez em quando, quero uma bolsa nova, um sapato novo. Mas isso não é felicidade”, observa a atriz. Já para a Natasha, de ‘I Love Paraisópolis’, luxo é o que vale na vida. “Ela é uma menina que não tem limites para conseguir o que quer. A Natasha é bem ambiciosa. Mas ambição no trabalho, de correr atrás do que se quer sem prejudicar ninguém, não é errado”, enfatiza.

Retomar a carreira na TV era algo que Carolina já ambicionava, depois de ficar cinco anos afastada — seu último trabalho foi em ‘Ti-Ti-Ti’. “Não tive medo de não voltar para a TV. Esse tempo foi importante, porque eu pude viver outro mundo, conhecer outras coisas. Viajei bastante, fiz intercâmbio nos Estados Unidos, no Canadá, cursos de atuação. Descobri que amo balé e musicais. Agora eu sou atriz porque quero, não porque aconteceu”, constata.

‘Dias de Luta, Dias de Glória’, musical que conta a história do cantor Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. morto em 2013, marcou a estreia da atriz no gênero. ‘Tive que sair do elenco do musical por causa da novela. Mas esse trabalho foi muito importante para mim. Era amiga do Chorão. Nós nos conhecemos no ‘Altas Horas’, eu escutava Charlie Brown Jr. o tempo inteiro, era muito fã, pedi para tirar uma foto, e o Chorão foi superquerido comigo. Desde então, a gente passou a ser falar sempre. Ele foi uma das primeiras pessoas a me incentivar a cantar”, recorda. Sobre a morte do cantor, vítima de overdose de cocaína, a atriz prefere não comentar. “Foi triste, mas não quero falar disso”, esquiva-se. Já sobre o consumo de drogas, Carolina é enfática: “Não experimentei, nem tenho curiosidade de experimentar.”

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