Bruno Gissoni, o playboy Guto de 'Babilônia': 'Dizem que têm nojo de mim'

Ator comemora personagem e defende temas abordados na novela: 'Demos um passo maior do que a sociedade esperava'

Por O Dia

Bruno Gissoni fala sobre seu personagem em 'Babilônia'Sérgio Baia / Divulgação

Rio - Guto, na definição de Bruno Gissoni, é um jovem conservador, machista, preconceituoso e que faz parte de um extremo radical. O playboy de "Babilônia" tem a boa vida de uma família rica, mas desestruturada, e tem atitudes homofóbicas contra o primo Rafael (Chay Suede) e Ivan (Marcelo Mello Jr).

"Tudo o que o Guto faz é por um desvio de caráter, mas também é para chamar a atenção", explica o ator, que precisa conviver com a reação das pessoas nas ruas. Mas ele não se incomoda nem em ser confundido com o personagem.

"[A reação] é a pior possível, graças a Deus. Sempre recebi muito carinho nas redes sociais porque fazia personagens muito carismáticos e todo mundo sempre me via com essa luz mais positiva. Agora estão me xingando direto. As pessoas dizem que têm nojo de mim. Já falaram: ‘Eu não gosto de você porque você é muito metido’. Mas estavam pensando no Guto. Acho que é engraçado. A composição do personagem tem isso, ele carrega essa energia. Acho que tudo isso significa que o papel está sendo bem feito", explica.



Homofobia, religião e outras polêmicas

Guto não é o único personagem que causa alguma rejeição do público por suas atitudes em "Babilônia", como os vídeos contra Ivan e Rafael. A novela tem sido alvo de críticas dos mais conversadores desde o primeiro capítulo, ao exibir o beijo entre o casal Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg). Bruno Gissoni defende a trama e afirma que temas como esses devem continuar sendo abordados.

"É uma hipocrisia porque o mesmo público que reclama da novela, vai ao cinema ver um filme de Hollywood que os dois atores principais são homossexuais e ganhou o Oscar e fala: ‘Poxa, esse filme é incrível’", compara o ator, citando "Brokeback Mountain".

Para ele, há radicais dos dois lados. Tanto os conversadores quanto os liberais estão, para Bruno, se excedendo. "Vejo que a galera é muito radical também pelo outro sentido. De querer se expressar [quem é a favor] de uma forma forte e sem respeitar muito o espaço do outro", analisa.

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