Marcos Veras em dose dupla: De dia ele é apresentador e de noite, ator

Essa mistura é a receita do sucesso do humorista, que vive o Norberto de ‘Babilônia’

Por O Dia

Em ‘Babilônia’%2C ele é Norberto%2C que não tem muita experiência com as mulheresAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Rio - Levar uma vida dupla é especialidade de Marcos Veras, 35 anos, que dá expediente pela manhã no ‘Encontro com Fátima Bernardes’ e à noite se transforma no ingênuo Norberto, de ‘Babilônia’. No programa, cabe ao ator, humorista e apresentador estar sempre pronto para dar uma leve pitada de graça. Já na novela das 21h a ideia é usar e abusar de doses generosas de comédia para contar o drama do chef de cozinha que sofre para ‘pegar’ sua musa inspiradora, a bela Valeska (Juliana Alves).

“O Norberto não é virgem, mas digamos que ele tem pouquíssima experiência. Ele está há muito tempo sem (sexo). Agora, pelo menos, ele já conseguiu beijar a Valeska”, comenta. Do mal que abala Norberto, Veras quer distância. “Modéstia à parte, isso jamais aconteceria comigo. Não me lembro de ter passado esse sufoco, não tive essa fase de seca. Sempre namorei e sempre fui meio tarado”, brinca.

E romântico. Casado há quatro anos com a atriz e humorista Júlia Rabello, sua ex-colega no Porta dos Fundos e que vai estar em ‘A Regra do Jogo’ — próxima novela das 21h —, Veras tem tudo a ver com Norberto no que diz respeito a saber tratar uma mulher. “Lembro as datas de aniversário de namoro, de casamento, Dia dos Namorados. Sempre que dá, saio para jantar com a Júlia, mando flores. Sou parecido com o Norberto nesse sentido. Acho que em algum momento todo mundo pode ser romântico”, diz.

A concorrência dos que se recusam a levantar a bandeira dos não românticos nem assusta o ator. “Acho que mulher não gosta de cafajeste, não. A mulher gosta de homem romântico que sabe ser cafajeste. Elas querem um homem do bem, bem-humorado, que dê atenção, mas que saiba ser cafajeste na cama. Mulher não gosta do safado, canalha”, frisa. 

Essa tese talvez seja embasada no sucesso que Veras tem feito com o público feminino. “Recebo cantada na rua. Elas falam: ‘Vem cá que eu te beijo, vem cá que eu te ensino as técnicas.’ Mas eu deixo bem claro que sou bem diferente do Norberto, que eu sei beijar, que tenho pegada (risos). A culinária é uma arma de sedução que eu perdi. Já o Norberto prendeu a Valeska pelo estômago”, aposta.

Nem as aulas que fez para dar vida a um chef de cozinha melhoraram o desempenho de Veras em frente ao fogão. “Gosto de preparar um churrasco para a Júlia, para os amigos. Também faço tapioca, sanduíche, vitamina, mas fazer um prato não é minha especialidade. Não sou bom de cozinha. Esse charme eu não tenho”, lamenta. 

Mas Veras tem lá os seus encantos. E ele sabe disso. “Já ouvi comentários de que agora virei galã. O Norberto não é galã, mas é o fofo, é aquele cara que a mulher quer levar para casa para cuidar. Se pintar a oportunidade de fazer um galã, vou ter que caprichar na maquiagem, no cabelo e fazer um curso com o Antonio Banderas ou com o Rodrigo Santoro”, faz piada. 

Mas que ninguém pense que Veras está de mal com o espelho. “Eu não me acho gato, mas o humor deixa qualquer pessoa bonita, né? Mulher gosta de homem bem-humorado, e isso eu sou. Muitas mulheres falam que o cara não é bonito, mas é interessante. Estou nesse lugar”, acredita. 

Lugar esse que não gera problemas em casa. Ele garante que sua mulher nunca demonstrou ciúme. “Será que devo me preocupar com isso (risos)? Falando sério, a Júlia é incrível, não tem ciúme das fãs, nem da Juliana Alves. Nós estamos juntos há dez anos, nos amamos, temos cumplicidade, segurança. Se eu desse motivo para a Júlia ter ciúmes, ela teria, mas eu não dou motivo, não”, afirma. 

E, se depender do desejo do casal, a família deve ganhar um novo integrante em breve. “A gente quer muito ter um filho, vai pintar, mas ainda não planejamos quando. Jogamos para o universo”, despista. 

SEM CRISE FINANCEIRA 

Não é apenas o romantismo que Veras tem em comum com o Norberto, de ‘Babilônia’. Assim como o chef de cozinha, ele sempre quis crescer profissionalmente. “Sou um cara ambicioso, no bom sentido da palavra. Minha ambição é sempre melhorar de vida, materialmente e como ser humano”, avisa. 

Financeiramente, Veras não tem do que reclamar. Nascido e criado na Zona Portuária do Rio, filho de uma família classe média baixa, o hoje morador da Barra da Tijuca já realizou o sonho da maioria dos brasileiros. “Comprei um apartamento com o meu trabalho. E já paguei. Mas não sonho ter um barco ou uma casa em Nova York. Não vou me matar de trabalhar para comprar um carro de R$ 300 mil. Não sou um cara que dá R$ 500 num tênis. Se tem um similar de R$ 200, vamos no de R$ 200. Não ostento. Sou controlado com grana, mas não sou pão-duro. Minha ostentação é comer bem e viajar.”

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