Chandelly Braz aprende a manejar arma para interpretar policial

Atriz deixou a sensualidade de lado em nova série do GNT

Por O Dia

Rio - Sucesso em papéis sensuais, como a Brunessa, de ‘Cheias de Charme’, e a Marcina, que literalmente queimava de desejo, em ‘Saramandaia’, Chandelly Braz deixou de lado sua porção mulherzinha. Na série ‘Romance Policial — Espinosa’, que estreia hoje, às 22h30, no GNT, ela assume uma postura mais durona para encarnar a detetive Andressa.

“Ela tem uma energia masculina predominante, apesar de não ser masculinizada, porque vive em um ambiente em sua maioria de homens. Ela tem que se portar de maneira mais dura, não pode mostrar fragilidade. Senão, ela abre uma brecha para que a ‘banda podre’ caia em cima”, diz a atriz, que usa figurino básico como jeans e camiseta. “Estou amando fazer uma mulher que não tem medo, não se intimida com as situações perigosas.”

Chandelly Braz diz que tem medo da violência no Rio Páprica Fotografia / Divulgação

Chandelly se inspirou em várias fontes para criar sua detetive. Uma de suas referências foi um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que treinou o elenco na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, subúrbio do Rio. “Ele tinha uma coisa física, corporal, que eu assimilei”, conta ela, que também assistiu a seriados policiais. “Estou viciada em ‘Homeland’, que foi uma indicação da direção. Vi também ‘True Detective’ e ‘Dexter’”.

Na trama, Andressa integra uma equipe especial, criada pelo protagonista, o delegado Espinosa (Domingos Montagner), da 12ª DP, para investigar o assassinato de policiais em Copacabana. Idealista, ela é o braço-direito do chefe e se incomoda com a ‘banda podre’ da delegacia. “Ela é policial por vocação, acredita no trabalho honesto da polícia”, afirma a atriz. “Espinosa é um exemplo de caráter, em quem ela se espelha. Acho que a relação deles transcende a questão profissional”.

Apesar de a história se concentrar mais na linha investigativa, a atriz participa de algumas cenas de ação em que aparece armada. “Nunca tinha pego em uma arma. Tinha muito medo. Acho que rompi uma barreira. Fiz aula de manejo de arma, mas não cheguei a atirar”, revela.

Nascida no interior de Minas e criada em Pernambuco, Chandelly confessa ter medo da violência no Rio, onde mora há cinco anos. “Não dá para andar tranquilo na cidade. Nos últimos meses, a gente tem visto na TV muita violência. Isso assusta. Mas a gente não vive se achar que está tudo em estado de guerra”, opina. Por medida de segurança, ela não vai a alguns lugares sozinha. “Evito ir a pé ao Centro à noite, é difícil. Acredito que haja soluções. Mas, infelizmente, na situação atual é complicado. Uma mulher sozinha à noite em certos locais não é aconselhável”. 

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