Mais inferno na cozinha do SBT

Em ‘Hell’s Kitchen’, Carlos Bertolazzi diz que não tolera erros

Por O Dia

Fora da cozinha%2C Carlos Bertolazzi é gente boaDivulgação

Rio - Fora do ambiente de trabalho, Carlos Bertolazzi é um boa praça. Mas, no comando de ‘Hell’s Kitchen — Cozinha Sob Pressão’, ele se transforma num chef temido, rígido e exigente ao extremo. Na terceira temporada do reality de culinária, que estreia sábado, às 21h30, no SBT, Bertolazzi garante que está “mais bravo e menos tolerante” do que nas edições anteriores, tornando o desafio dos 16 participantes ainda “mais infernal”.

“Na primeira temporada, eu não estava muito familiarizado com o formato. Na segunda, fiquei mais dono do pedaço. Agora, estou mais à vontade, como se estivesse no meu restaurante. Estou mais sarcástico, rigoroso e pavio curto, mas não agressivo”, diz o chef, que se altera muito na hora do serviço de jantar. “É quando pego mais pesado, não tolero erro básico, isso me tira do sério.”

Apesar de fazer cara de mau, Bertolazzi jura que não é um personagem em frente às câmeras. “O pessoal do SBT me falou: ‘Seja você mesmo’. Me acham gente boa, mas na cozinha sou exigente mesmo. Me sinto bem e vejo verdade no que faço. Não é atuação”, frisa ele, que tem se excedido nos palavrões. “Se tiver muito palavrão, não vai para o ar. Mas é melhor ter muito e cortar do que não ter nada”.

O chef paulistano, 45 anos, não vê motivos para comparações com Gordon Ramsey, o chef escocês que faz grosserias com os participantes das versões americana e inglesa de ‘Hell’s Kitchen’. “Ele é muito agressivo. Já chamou um cozinheiro de ‘pedaço de merda’. Fala coisas muita pesadas a nível pessoal. Isso não cabe no nosso programa”, refuta Bertolazzi, que completa: “Estou mais casca grossa, explosivo, mas nunca numa tentativa de imitar o Gordon.”

Estresse controlado

O clima pesado do reality não é o mesmo da cozinha de seu restaurante, o Zena Caffé, em São Paulo. “Meus cozinheiros estão juntos há muito tempo. Tem menos estresse, não dou muitas broncas. No programa, os participantes estão concorrendo, há situações que geram erros, tem muita pressão”, explica ele, que estudou gastronomia na Itália.

Nesta temporada, Bertolazzi recebe o reforço de dois chefs auxiliares, Zi Saldanha e Gilda Maria Bley. Os dois o ajudarão com os participantes nas duas cozinhas e no serviço de jantar no restaurante da atração, que ampliou sua capacidade de 40 para 50 pessoas. “Se eles não eram exigentes, passaram a ser. Eu precisava de ajuda para ver os erros e acertos dos cozinheiros”, diz.

O lado mais leve e bem-humorado de Bertolazzi pode ser visto na série ‘Homens Gourmet na Estrada’, que estreou há uma semana no canal Fox Life (quintas, às 22h45). Ao lado de Guga Rocha e Dalton Rangel, ele viaja por oito cidades do país em busca de novos ingredientes. “A gente queria fazer algo diferente, por isso caímos na estrada”, conta o chef, que trabalha na TV há dois anos e hoje lida naturalmente com o assédio: “Muita gente vai ao meu restaurante para me conhecer e tirar uma foto.”

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