Por bferreira
Publicado 25/11/2015 22:13 | Atualizado 26/11/2015 14:00

Rio - O salário do professor continua tão curto e sem graça quanto na época em que Chico Anysio dava expediente na ‘Escolinha’ como o “amado mestre” Raimundo, mas a nova versão do programa mostra que o humor repaginado não tem preço que pague — e ainda é muito engraçado! No ar no canal Viva até amanhã, sempre às 23h15, o especial ‘Escolinha do Professor Raimundo’ já é sucesso com novos atores interpretando 20 personagens emblemáticos do velho humorístico. Na estreia, a atração ficou no segundo lugar nos trending topics do Twitter mundial e, desde então, vem consagrando atuações como as de Marcos Caruso, como Seu Peru, Mateus Solano, como Zé Bonitinho, Dani Calabresa, como Catifunda, e Bruno Mazzeo, no papel-título que era de seu pai.

Bruno Mazzeo vive o professor Raimundo, papel que era de seu pai, Chico AnysioDivulgação

“A ‘Escolinha’ traz o que há de mais ingênuo em cada um de nós. Chico garimpou esses personagens no Brasil todo. Eles são críveis, as pessoas se reconhecem neles. É um humor mais infantil. E ainda tem a saudade do Chico, o desejo das pessoas de rever o programa e rir”, diz Marcos Caruso, que ficou emocionado com os elogios nas redes sociais e já foi chamado de Seu Peru no dia seguinte à estreia. “Achei incrível”.

Conheça os novos alunos da 'Escolinha'

O Viva ainda não tem a audiência dos primeiros episódios, cuja medição leva mais tempo para ser aferida pelo Ibope devido ao universo da TV por assinatura. Mas os números do canal nas redes sociais traduzem um pouco da dimensão do sucesso do programa: no dia da estreia, o Facebook do Viva registrou um crescimento de 93% de novos seguidores em relação à média diária do mês. O aumento no Twitter do canal foi de mais de 1.600% em relação às menções diárias. Já o site oficial teve um crescimento de 800% em relação a média de acessos diária.

Produzido em parceria com a Globo para comemorar os 25 anos da ‘Escolinha’ como programa independente, o especial completo vai ser exibido pela Globo a partir de 13 de dezembro, sempre aos domingos, após o ‘Esquenta’. Serão sete episódios, sendo dois inéditos.

“Essa homenagem não é um programa de humor, mas um programa de amor”, escreveu Bruno Mazzeo no Twitter, agradecendo as “mensagens carinhosas”, como a do perfil da atriz Heloísa Périssé: “As caracterizações estão maravilhosas”.

Quando colocou a faixa e a peruca para interpretar o Seu Peru, personagem vivido por Orlando Drummond durante muitos anos, Marcos Caruso achou que não ficaria com a cara dele. “Olhei no espelho e falei: falta alguma coisa. Quando fiz o canto da boca, trejeitos, e pensei no jeito do Orlando fazer o personagem, fui presenteado por essa sensibilidade e captei o que fazia. Não procurei imitar. Usei o bordão (‘Estou porrr aqui’, ‘Use-me e abuse-me’) e os trejeitos com muita irreverência”, conta.

Orlando Drummond, de 95 anos, aprovou a nova ‘Escolinha’. “O principal mérito do programa foi o de mostrar que aquele modelo de humor ainda funciona, mesmo com atores mais jovens, desde que todos, sem exceção, sejam talentosíssimos, como é o caso”, avalia ele, acrescentando que Marcos Caruso deu personalidade ao Seu Peru:“Me senti homenageado”.

Fã da Catifunda e seu inseparável charuto, Dani Calabresa diz que a intenção era ficar o mais parecida possível com a personagem, interpretada pela comediante Zilda Cardoso. “É muito difícil ser desafiada a imitar alguém. Geralmente, a imitação parte do comediante que percebe que consegue imitar alguém em casa ou com os amigos e aí se empolga a fazer na TV. Mas foi um desafio delicioso estudar uma personagem que eu amo! Amo a Catifunda, o Chico Anysio e os personagens da ‘Escolinha’”, celebra.

Para Calabresa, que ainda contracenou com o marido, Marcelo Adnet, o Rolando Lero (personagem de Rogério Cardoso no original), a repercussão não podia ter sido melhor: “Amei o resultado! As pessoas na rua me chamam de Catifunda, e falam que sete episódios é pouco, que tem que ter mais.”

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