Por roberta.campos
Publicado 27/11/2015 18:08 | Atualizado 27/11/2015 18:15
Atriz interpreta a Alisson na trama das 21h da GloboAlexandre Brum / Agência O Dia

Rio - Pense bem antes de convidar Letícia Lima, 31 anos, para uma festa. É que a partir do momento que o DJ botar para tocar o primeiro funk, você corre o sério risco de se tornar invisível na pista de dança. “Eu arrebento, amor. Agora que eu sei dançar, desço até o chão, faço o quadradinho de oito, tudo o que tenho direito. Estou profissional”, brinca.

Nem sempre foi assim. A intimidade da atriz, que ganhou notoriedade no canal de humor ‘Porta dos Fundos’, com o ritmo só começou depois que foi escalada para fazer a Alisson, de ‘A Regra do Jogo’. Mas o que teve início como trabalho virou prazer. “Já sou funkeira. Você pode até não ir a um baile, mas, quando já perdeu a linha numa festa, quer mais é se jogar no funk. O funk está muito inserido na cultura do Rio, é tradicional”, diz a estreante em novelas. 

O que passa longe do tradicional é o triângulo amoroso formado por Alisson, Merlô (Juliano Cazarré) e Ninfa (Roberta Rodrigues) na trama das 21h. “O Merlô joga limpo, diz que ama as duas, então a Alisson se vê numa situação de que ou aceita dividi-lo ou fica sem ele. Eu não dividiria homem de jeito nenhum. Sou romântica, careta, caxias. O que é meu, é meu e acabou. Mas a Alisson é carente, quer ser amada, cuidada”, comenta.

Coisa que Letícia aparentemente não faz a mínima questão de ser nesse momento. “Estou solteira”, revela a dançarina da trama de João Emanuel Carneiro, que já foi casada com Ian SBF, seu ex-colega de trabalho no ‘Porta dos Fundos’. Como deveria ser a pessoa capaz de mudar o seu estado civil, a atriz não revela, mas exclusividade é coisa que ela sabe dar e exige receber. “Não acho possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Amor para valer é por uma pessoa só. Nunca aconteceu de eu gostar de duas pessoas ao mesmo tempo. Sou romântica”, afirma.

E sensual, ainda que no seu dia a dia não aposte em decotes ousados ou shortinhos como a personagem de ‘A Regra do Jogo’. “Sou moleca. Gosto de andar de cabelo preso, cara lavada, chinelinho de dedo e com a roupa mais confortável que tiver. Não curto nada justo, colado. Minha sensualidade está na simplicidade. Esse casual de estar em casa só de camiseta, cozinhando uma coisa gostosa, é muito mais sensual do que estar toda produzida”, aposta.

O jeito brejeiro não é obra do acaso. Nascida e criada em Três Rios, interior do estado, Letícia tem uma relação estreita com a natureza. “Sempre fui muito livre, natural. Gosto muito de terra, de plantar, de botar os pés no chão. Cresci morando em casa que tinha terreno, plantações. Eu sinto falta de terra porque desde que mudei para o Rio, aos 18 anos, moro em apartamento. Mas fiz uma mini-horta na varanda. Tenho os temperos básicos: tomilho, manjericão, cebolinha, salsinha, tomate cereja, alface e espinafre. Minha mãe (Filomena) fala que eu tenho mão boa para plantar”, conta. 

E é à sua horta particular que Letícia recorre quando chega em casa à noite e quer preparar o próprio jantar. “Eu amo cozinhar. Minha mãe é cozinheira de profissão, foi merendeira de uma escola por muitos anos, e minha avó (Hilka, já falecida) era cozinheira de casa de família. Cresci na cozinha. Com a primeira graninha que entrou, eu montei uma cozinha mini-industrial para mim. Tenho forno profissional e tudo! Faço desde arroz e feijão a comida mineira. Também adoro preparar uns legumes salteados”, revela.

Os dotes de dona de casa da atriz não param por aí. “Não só pego na vassoura como eu sei todos os lançamentos de produtos de limpeza. Gosto de fazer compras em supermercado e também de comprar bibelôs, coisas de decoração. Adoro brincar de casinha.”

Ninfa (Roberta Rodrigues)%2C MC Merlô (Juliano Cazarré) e Alisson (Letícia Lima) formam um triângulo amoroso em ‘A Regra do Jogo’Divulgação/TV Globo


Passado na dureza

A estrada que Letícia percorreu para chegar até aqui foi longa e cheia de obstáculos. “Com 14 anos, comecei a trabalhar como animadora de festa infantil em Três Rios, Paraíba do Sul, Petrópolis, Itaipava. Cansei de ver o William Bonner com os trigêmeos ainda pequenos no shopping em Itaipava, onde eu fazia recreação. Depois, quando vim para o Rio fazer faculdade de Cinema, conciliava os estudos com o trabalho de vendedora de loja. Era muita dureza, mas valeu a pena. Lembro que eu ia para Três Rios todo fim de semana e voltava cheia de potinhos de refeição congelada que a minha mãe preparava para mim. O meu avô (Jaime) me ajudava com as compras porque no Rio é tudo mais caro. Ele fazia as compras de mês para mim e eu trazia para o Rio no ônibus.”


Sonho de ser mãe

Não foi apenas a necessidade financeira que fez Letícia trabalhar como recreadora infantil. “Amo criança. Era divertido, fazia personagens e me sentia perto da profissão de atriz”, recorda. Ter um pequeno para chamar de seu é um desejo. “Sonho ser mãe, mas agora não, porque estou focada em trabalho e quero continuar assim por um tempo. Por enquanto, tenho o Bruninho, um vira-lata que eu adotei. Ele é um filho para mim”, diz a atriz, que está no elenco do filme ‘Bem Casados’, que entra em cartaz na quinta-feira.

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