Por tabata.uchoa

Rio - Só faltou o cavalo branco. No mais, Carmo Dalla Vecchia, 44 anos, entrou em ‘A Regra do Jogo’ com pegada de príncipe encantado. Se apaixonou à primeira vista por Domingas (Maeve Jinkings), deu prazer à amada na cama, coisa que ela jamais havia tido com o machista Juca (Osvaldo Mil), e assumiu os afazeres domésticos. A fama de homem perfeito correu entre as vielas do Morro da Macaca. “Não sei se esse homem perfeito existe. Tem coisas que o César faz que eu faço na minha vida, mas provavelmente não devo ser perfeito. Eu sei limpar casa, passar roupa, fazer brigadeiro, cozinhar”, enumera o ator.

Melhor mesmo não fazer questão de ser ‘o cara’. O perfeitinho da novela das 21h tem um passado bem complicado. O príncipe virou sapo quando veio à tona que ele é casado com Gisela (Larissa Bracher) e se sente culpado pelo acidente de carro que matou seus dois filhos. Com a volta da mulher, César, que, na verdade se chama Rodrigo, se viu em meio a um triângulo amoroso. “Os três personagens dessa história têm razão. Domingas e Gisela no afeto que sentem, e ele no seu trauma de achar que foi o culpado pelo acidente que matou os filhos. A situação é complexa. Ele tem um amor muito grande pela Domingas e um casamento que está confuso na cabeça dele”, comenta.

Carmo Dalla Vecchia como César de ‘A Regra do Jogo’Divulgação

Na cena prevista para ir ao ar sexta-feira, César abandona Domingas para voltar a viver com Gisela. “Na cabeça do César, ele só pode ter qualquer chance com a Domingas a partir do momento que resolver a história com a mulher dele. Senão, moralmente, eticamente, ele não seria um cara bacana. O César precisa completar esse ciclo, mas fala para a Domingas que a história deles não terminou, que um dia vai voltar. É um amor verdadeiro, de desapego, porque ele diz a Domingas que vai entender caso ela encontre um outro homem”, adianta.

O momento delicado na ficção contrasta com o que acontece nos bastidores de ‘A Regra do Jogo’. Carmo não tem do que reclamar das suas duas mulheres. “Trabalhei com a Larissa em ‘Chiquititas’ (1999), fazia par romântico com ela. Esse reencontro está sendo uma delícia. A Maeve eu só conhecia de ter visto o trabalho dela no cinema. Ela alia duas características incríveis e raras de se encontrar numa mulher. A Maeve é uma doçura e, ao mesmo tempo, é forte. É uma leoa e é feminina”, observa.

Apesar do carinho que sente pelas duas parceiras de cena, Carmo não esconde a sua torcida em relação ao futuro do seu personagem na novela das 21h. “Eu acho que o César e a Domingas merecem um final feliz. A Larissa que não me escute”, diverte-se.

INTERNET SÓ POR UMA BOA CAUSA

Se não fosse a paixão pela fotografia, Carmo não abriria conta em nenhuma rede social. “Só tenho Instagram. Não é questão de gostar ou não de redes sociais. Sei que perderia muito tempo com isso, então prefiro não ter. Eu costumo responder as mensagens, mas, como não tenho como dar essa atenção a todas as pessoas, isso acaba se virando contra mim. É uma relação de amor e ódio. Aquela pessoa que te adora, te odeia se você não responder a mensagem dela. É muito doido. Sei que devo ser um ET, mas prefiro me resguardar e não ter redes sociais”.

Já os seus cliques, Carmo mostra sem pudor. “Fiz uma exposição com algumas fotos minhas no ano passado. Foi muito boa, deu muito certo e o Aguinaldo (Silva – autor de novelas) me chamou para expor na casa de cultura dele (em Petrópolis). Fotografia é uma coisa que eu gosto. Mas para levar de uma forma mais séria, teria que me dedicar mais. Às vezes, imagino exposições, mas não tenho tempo para dividir a minha energia. Já fiz as fotos de divulgação de dois espetáculos, mas não cobro nada, faço por prazer.”

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