Julia Dalavia e Renato Góes vivem paixão proibida em ‘Velho Chico’

Nova novela das 21h, de Benedito Ruy Barbosa, estreia 14 de março

Por O Dia

Rio - Aviso aos navegantes que desejam fazer uma viagem pelo Rio São Francisco. Dia 14, estreia ‘Velho Chico’, novela de Benedito Ruy Barbosa que promete passear por histórias de amor, ódio, ambição e poder que atravessam gerações. É às margens do protagonista absoluto da nova novela das 21h que um ‘Romeu e Julieta’ à brasileira é encenado. Filhos de famílias rivais, Maria Tereza (Julia Dalavia) e Santo (Renato Góes) vivem uma paixão tórrida, interrompida arbitrariamente pela família da jovem, que é levada à força para um internato.

Do romance proibido, restam a dor da separação, um herdeiro, Miguel — filho que Santo nem imagina ter tido — e um sentimento capaz de resistir a tudo, inclusive ao tempo. “Amor quando é amor tem espaço até para duas vidas. Acredito em destino, em amor que não se foge, em amor que está escrito. Mas poucos tiveram ou terão a oportunidade de viver um romance como o do Santo e da Maria Tereza”, diz o intérprete do herói romântico da primeira fase da trama. 

Renato e Julia se divertem nas gravações de 'Velho Chico' no sertãoCaiuá Franco / Globo

Caso um amor impossível venha bater à porta de Renato, que participou em janeiro da minissérie ‘Ligações Perigosas’, não haverá o que temer. “O proibido carbura o fogo dessas paixões. Se comigo assim fosse, carbonizado estaria. O coração, puramente enquanto amor, é irrigado e avivado por impulsos de paixão”, filosofa o ator, de 29 anos, seguido de Julia, sua parceira nessa jornada pelas águas do rio que corta cinco estados brasileiros.

“Existem pessoas que nascem para estar juntas, não importa o tempo e as circunstâncias. É o que acontece com a Maria Tereza e o Santo. O público vai assistir a uma linda história de amor”, frisa a mocinha da trama que tem direção artística de Luiz Fernando Carvalho.

História essa que será contada em meio à natureza. Para gravar as primeiras cenas de ‘Velho Chico’, Julia e Renato, juntamente com a equipe da novela, embarcaram em uma viagem de dois meses pelo sertão brasileiro, que incluiu paradas nas cidades de Piranhas e Olho D’Água do Casado (em Alagoas), além de Baraúna, no Rio Grande do Norte.

“Me senti em casa. A única dificuldade que tive foi em tratar das coisas burocráticas. No mais, senti a magia de viver no local e no ambiente da história, respirando o verdadeiro ar dos personagens”, comenta Góes. Julia faz coro com o seu par romântico da ficção. “Só tem vantagens em gravar longe de casa. Pude me transportar para o universo de ‘Velho Chico’. Estive perto da cultura do sertão, ouvi as histórias das pessoas que vivem lá, enfim, pensava na Maria Tereza 24 horas por dia. Claro que a saudade de casa e da família existia, mas o que estávamos fazendo era muito maior”, observa a atriz, que fez a Helena na primeira fase de ‘Em Família’ (2014).

Julia ainda sentiu falta dos sons e aromas da cidade grande. “Tenho muita ligação com a natureza, mas gosto da loucura da cidade. Sou urbana”, afirma. Renato também, mas nem tanto. “Sou urbano por conveniência e rural de coração. Sempre programo minhas viagens para lugares que tenham a natureza como cartão-postal. É na natureza que recupero as minhas energias”.

PASSADO E PRESENTE

Durante os primeiros 24 capítulos de ‘Velho Chico’, Julia e Renato formam o casal principal da nova novela das 21h. Mas após uma passagem de tempo de 20 anos, eles saem de cena para dar lugar a Camila Pitanga e Domingos Montagner, respectivamente. E para que essa transição seja a mais natural possível, os quatro atores têm trocado figurinhas. “Eu e o Domingos estamos dançando juntos essa música desde o começo. Conversamos sobre todas as possibilidades e necessidades da personagem, de voz a corpo”, diz o intérprete de Santo na fase jovem. A sintonia entre Julia e Camila não foi diferente. “Na preparação e na viagem, a Camila foi muito generosa e parceira. Passamos um tempo juntas para descobrirmos essa personagem. E ainda estamos nesse processo. A cada encontro surge uma coisa nova.”

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