Mulher de fibra: Fabíula Nascimento mostra versatilidade em 'Velho Chico'

Acostumada com papéis sensuais, atriz mostra uma nova faceta como a arretada Eulália da novela das 21h

Por O Dia

Em 'Velho Chico'%2C Fabíula Nascimento vive EuláliaDivulgação

Rio - Quem vê Fabíula Nascimento com vestidos abotoados até o pescoço na pele da viúva Eulália, de ‘Velho Chico’, quase não a reconhece. Sua versatilidade como atriz é grande e prova que consegue ir muito além de papéis sensuais, como a Íria do filme ‘Estômago’ (2007), que a projetou para a fama. “Ficaria feia para o personagem e careca numa boa. Gosto de mudanças”, diz a atriz, que apesar do papel comportado na novela das 21h, garante que não tem inseguranças em revelar seu corpo e já provou isso num ensaio sensual que fez para a revista ‘Trip’ em 2014.

“Não tenho problemas com a nudez. Se eu iria posar nua? Ainda não pensei sobre isso”, diz ela, justificando que não adianta pensar se não recebeu convites.

Aos 37 anos, Fabíula é segura de si e mostra que tem tanta fibra quanto a personagem, que herdou a fazenda de algodão após o assassinato do marido, o Capitão Rosa (Rodrigo Lombardi). “Cresci em Curitiba, uma cidade em que a gente cresce separando o lixo. Mas adoro o Rio. Eu não sou chata, mas não gosto de ver as pessoas fazendo coisas erradas. Se furarem a fila na minha frente, eu educadamente vou falar com a pessoa que ela não está agindo corretamente”.

A mesma segurança, ela mostra em seus relacionamentos. Depois de um casamento de dez anos com o ator Alexandre Nero, o Romero de ‘A Regra do Jogo’, ela assumiu uma relação com um homem dez anos mais novo, foi alvo de comentários, mas não ligou e hoje está solteira. “Eu me apaixono por pessoas e não por idades. Amo ler um bom livro, bater um bom papo. E não me expor demais. Não dou material para falarem da minha vida”, conta.

Mesmo assim, ela sabe que a vida mudou depois da fama. “Existe a Fabíula de antes e depois do ‘Estômago’. As pessoas que vêm a mim na rua me conhecem pelos meus trabalhos e isso me deixa muito realizada.”

Uma realização que ela experimenta também em ‘Velho Chico’, mas que já deixa saudades, pois ela participa apenas da primeira fase da trama. “Estou fazendo a personagem que eu gostaria de assistir. Um papel desses, nossa, gostaria de fazer até o fim, mas sei que estou deixando um terreno bom para os atores que virão nas próximas fases”, admite.

A maior saudade virá de trabalhar com o diretor Luiz Fernando Carvalho, para quem ela se rasga em elogios. “Ele é muito culto e sabe do que fala. É um artista. Ele faz, como ele mesmo disse, ‘o invisível parecer visível’. Ele cria uma atmosfera mágica e não tem medo do tempo e da fala. Ele é um maestro”, analisa.

Mas a saudade nem vai ter muito tempo para se instalar. Como próximo projeto, Fabíula vai para o Tocantins filmar ‘O Nome da Morte’, inspirado no livro homônimo de Klester Cavalcanti, roteiro de George Moura, previsto para começar a ser filmado em maio deste ano.

Atriz fez ensaio sensual para a revista 'Trip' em 2014Divulgação/Revista Trip

     
Segredos e romances na história da segunda fase de ‘Velho Chico’

Na segunda semana de abril haverá uma passagem de tempo de 25 anos que marca a virada da primeira para a segunda fase de ‘Velho Chico’, que se passará nos dias atuais. As gravações já estão a todo vapor. Na história, Maria Tereza (Camila Pitanga) não volta a procurar Santo (Domingos Montagner) depois da tragédia com o pai. Já está conformada com seu destino. Uma troca de favores define o futuro dela. Carlos Eduardo (Rafael Vitti/ Marcelo Serrado) vai com o pai até a casa do coronel para uma conversa. Ele deseja que o filho siga a carreira política. Em troca de um cargo em Brasília, Afrânio sugere que Carlos Eduardo se case com Maria Tereza e assuma Miguel (Gabriel Leone) como filho.

Para todos, Miguel é filho de Maria Tereza e Carlos Eduardo (Marcelo Serrado). O segredo é guardado com cautela por Iolanda (Christiane Torloni), Afrânio (Antonio Fagundes), Maria Tereza e o marido. Miguel não tem ideia de que seu pai biológico na verdade é Santo (Domingos Montagner). Santo também não sabe que tem um filho com Maria Tereza. As cartas interceptadas por Luzia (Lucy Alves) o impediram de viver essa paternidade e o amor proibido. Com o caminho livre, a filha de criação de Eulália (Fabíula Nascimento) acaba conquistando o que queria: casa-se com Santo. Mas não conquista seu coração por inteiro. Ainda assim, dessa união nascem Olívia (Giulia Buscaio) e Isabel (Ana Raysa).

Eles ainda moram em Grotas e a fazenda, que era só de algodão, agora cultiva frutas. Seguindo os ideais humanistas de capitão Rosa (Rodrigo Lombardi), Santo funda uma cooperativa e luta pelos interesses dos pequenos produtores.

Maria Tereza e Carlos Eduardo mantêm um casamento de aparência, afinal, ela nunca deixou de amar Santo. Em Salvador, ela comanda a empresa de exportação do pai, que continua morando na fazenda com Iolanda. Carlos Eduardo segue carreira política em Brasília e está sempre metido em acordos que beneficiam o sogro.

Miguel herda do pai biológico a paixão pela terra. Embora tenha crescido longe da fazenda, foi estudar agronomia fora do país e volta com o intuito de colocar em prática sua tese de doutorado. Cada vez que fala com o filho, Maria Tereza se lembra de Santo e de como os dois são parecidos. Nem o tempo nem a distância são capazes de anular esse amor.

Reportagem de Eduardo Minc

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