Aos 25 anos, Bianca Bin revela que não se ilude com o glamour da profissão

Atriz de 'Êta Mundo Bom!' não leva desaforo para casa, reage mal a cantada e recusa propostas para posar nua

Por O Dia

Bianca Bin interpreta Maria em 'Êta Mundo Bom!'Paulo Belote / TV Globo

Rio - Uma heroína que quebra protocolos tem se destacado em ‘Êta Mundo Bom!’, da Globo. Bianca Bin imprimiu à sua personagem, Maria, um quê de justiceira e, com isso, ganhou a torcida do público. Sem meias-palavras, ela não foge à briga, não se colocou no lugar de vítima, que perdeu o noivo, foi mãe solteira, expulsa de casa e virou doméstica. “É uma mulher forte, de opinião, mas também é uma abusada. E eu gosto desse contraponto, porque ela fala as verdades na cara da vilã sem medo. Tem uma pimenta, não é nada passiva”, define Bianca.

Nesse sentido, a atriz também não é de dar a cara a tapas. “Não levo desaforo para casa, mas prefiro, até o último momento, tentar enxergar o que eu tenho em mim que mais me incomoda na outra pessoa, porque a gente só se incomoda com o nosso espelho, né? Prefiro resolver comigo primeiro”, explica ela.

Na trama de época, Maria optou por ter a filha sozinha. Bianca já viveu o outro lado da moeda, quando Fátima, seu papel na novela ‘Passione’ (2010), ficou entre a vida e a morte depois de interromper uma gravidez. Sobre o assunto, a artista se declara favorável. “Eu sou a favor da legalização do aborto. Meu corpo, minhas regras. A pessoa é livre para fazer o que quiser. Eu não faria, não tem por quê. Sempre desejei ser mãe. Sou a favor do controle da saúde. Tudo o que é legalizado é controlado”, opina.

Bianca, que na produção é discriminada por não seguir o modelo da família tradicional, não fica em cima do muro com relação a opressão que a mulher é submetida ainda hoje. Cantadas, ela reage mal: “Não gosto de grosseria, falta de educação. Estufo o peito e enfrento. Depois me arrependo, óbvio, porque a gente não ganha nada no grito.”

Casada há cinco anos com o ator Pedro Brandão, ela não cede à pressão para engravidar logo: “Tenho 25 anos, penso em ser mãe com 30. Eu e Pedro temos que aproveitar o casamento, viajar, estudar, para depois pensar em filho, que é para a vida toda.”

O casal formou par romântico no início da história de Walcyr Carrasco. Sem fazer tipo, Bianca admite que não é nada agradável ver o marido em cenas de intimidade. “Quando eu vi o Pedro beijando um peito num curta-metragem, eu não gostei. Foi horrível. É desconfortável ver meu marido com outra mulher. Ele também me vê todo dia beijando a boca de outro. Não dá para negar, é natural sentir ciúme, mas a gente segura a onda e não pira. É tudo muito profissional.”

A atriz divide a cena com Rainer Cadete (Celso) na trama das 18hPaulo Belote / TV Globo



Com relação à nudez, Bianca não se intimida. “Amo andar pelada em casa, se pudesse andava na rua. O teatro tira esse pudor com o corpo e a sexualidade. Quebra esse tabu. Eu me sinto livre”, frisa a artista, que acaba de negar proposta da ‘Playboy’ para posar nua: “Eles me convidaram esta semana para fazer uma capa. Recusei. Não me sinto à vontade agora.”

Discreta, Bianca não se ilude com o glamour da profissão. “Eu não me perco. Sou muito reclusa, não sou de festas. Minha vida é simples. Troco qualquer programa por um vinho com amigos em casa. Não me deixo deslumbrar. Trabalho não é o mais importante para mim. Saúde e família são as minhas prioridades.”

Bianca em ensaio sensual para a revista ‘Vip’ Edu Castello / Revista VIP


Aos 16 anos, a atriz saiu de casa, em Jundiaí, São Paulo, para se dedicar ao teatro na capital. Passou a estudar em escola pública e andou muito de ônibus: “Amadureci rápido. Tinha que lavar roupa, pagar as contas... O tempo foi me deixando medrosa. Quando a gente é mais jovem, não tem noção do perigo, é sonhador. Eu era muito jeca, inocente. Fui inconsequente, corajosos foram os meus pais. Graças a Deus, deu tudo certo, mas quando me coloco no lugar deles me questiono se daria esse voto de confiança para o meu filho.”

O fato de ser bem-sucedida na carreira não a impede de fazer uma boa faxina em casa. Bianca é do lar, não por submissão, mas por escolha: “Limpo, cozinho, sei fazer de tudo. A diarista vai só uma vez por semana. Eu poderia tê-la mais vezes, mas eu gosto de cuidar da minha casa. Não acho legal ter gente de fora o tempo todo, tira a liberdade do casal.”

Surpresa com a repercussão de Maria e Celso (Rainer Cadete), Bianca leva fé na redenção do “fanfarrão, mentiroso” pela paixão que ele sente pela doméstica: “Acredito que o amor é transformador, que é capaz de tudo, não só em novela.” Ela só recusa comparações, e nega que tenha ocupado o lugar de Débora Nascimento (Filó) como a mocinha da história. “Não concordo. Elogiem o meu trabalho, não me comparem a ninguém. É muito chato isso. Até para fazer um elogio fazem na comparação, denegrindo o trabalho da minha colega, que é lindo e bem feito”, desabafa a atriz. 

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