Por tabata.uchoa

Rio - A casa mais vigiada do Brasil está de volta. A casa não. A vila. Na 17ª do ‘Big Brother Brasil’, da Globo, que estreia hoje, a residência dos brothers ganhou uma decoração de vila colonial com cores vibrantes. “Todos os espaços externos obedecem esse conceito. A casa do líder e a academia também”, conta Rodrigo Dourado, o diretor do ‘BBB’. 

Tiago Leifert é quem assume o comando do programa no lugar de Pedro Bial. “O Bial disse para eu cuidar da saúde. Acho que a ideia é entrar aqui e aprender na marra”, conta. As eventuais comparações entre as duas formas de se comandar o programa não tiram o sono do novo apresentador. “Estou tranquilo. Vou errar, isso vai acontecer. Mas tenho toda uma equipe que cuidará de mim”, observa.

A fachada da vila do ‘Big Brother Brasil’ com influência colonialDivulgação

Sobre os famosos discursos do anterior apresentador, Leifert tem sua própria opinião. “Eles não existiam no começo do programa. Foram acontecendo, foi uma consequência. Talvez uma eliminação peça que eu conte uma história sobre o participante escolhido ou seja mais direto. Enfim, não tenho planos. Será algo natural”, salienta.

Uma das novidades é que sairá de cena a TV em que os participantes conversam com o apresentador. No lugar terá um telão de quase três metros de altura que mostrará Leifert interagindo de corpo inteiro com os brothers. “Além disso, terei um estúdio novo, do qual converso com eles e aciono comandos como o Big Fone, espiadinhas ou algum vídeo. É como se fosse um grande joystick”, gaba-se, todo animado.

Sobre o fato de comandar uma atração que mesmo após 17 anos, continua sendo campeã de anúncios — apesar da últimas audiências terem despencado. “Esse é o maior vídeo game, maior RPG do mundo. Isso aqui é um jogo com personagens da vida real”, divaga Leifert.

Dourado conta que as provas foram idealizadas respeitando também as limitações do elenco plural. “Temos provas de sorte, de pensamento rápido, de lógica, memória”, lista. E as de resistência acabaram? “Não, as de resistência ainda permanecem”, garante.

Os trabalhos de seleção dos participantes começaram em maio. Só no primeiro dia de inscrições foram contabilizadas mais de 10 mil. As seletivas aconteceram em 11 capitais — pela primeira vez realizadas em Maceió e Manaus. A diversidade é uma das marcas dessa edição do reality show, com destaque para a aposentada Ieda, uma participante de 70 anos e de Marinalva, uma paratleta. “Essa história de que BBB é malhadão ou gostosona não tem nada a ver”, acredita Leifert.

Antes de ser convidado para apresentar o reality, Leifert ainda brincou sobre a vaga deixada por Bial — que ele conheceu durante as Olimpíadas de 2008. “Eu dizia que o cara que entrasse no lugar do Bial ia ter um problema. Mas eu adoro desafio”, brinca. Nessa época, Tiago até enviava sugestões de provas para ver no programa. “Dessa vez vamos ver se alguma delas entra”, provoca, aos risos.

Quando recebeu a ligação de Boninho, diretor de variedades, da Globo, Tiago estava com a mulher do lado e levou um susto. “Boninho disse que eu não apresentaria mais o ‘The Voice Kids’. Que ficaria com o ‘BBB’”, lembra. A notícia era para ser mantida em segredo até para os mais próximos. Leifert só abriu a exceção para a mulher, Daiana Garbin. “Meus pais ficaram sabendo um pouco depois. Mas meus outros parentes e amigos só souberam mais de um mês depois”, conta.

Outro destaque fica por conta da característica multiplataforma adotada nessa edição. “Estaremos presentes em várias redes e espalhando conteúdo. Pela primeira vez estaremos no Instagram e no Snapchat. Além de termos uma mesa redonda com o Rafael Cortez e o Paulinho Serra que será o repórter do reality nas ruas”, explica o diretor. Outra novidade é que as famosas festas, que acontecem às quartas-feiras, serão temáticas por regionalidade. É uma forma de aproximar ainda mais os públicos de diferentes regiões.

Conhecido por se emocionar nos palcos do ‘The Voice Kids’, quando comandava a atração, Leifert disse que dessa vez terá um distanciamento maior dos participantes. Por si só, isso já dimuiria uma possibilidade dele chorar no palco na saída de algum candidato. “Estou tentando me controlar”, zoa.

MEU DIA NA CASA DO 'BBB'

“CONFESSO que sempre achei clichê aquelas pessoas ajoelhadas no gramado do ‘Big Brother Brasil’ agradecendo o Brasil. Mas qual foi a minha primeira atitude na casa? Exatamente essa. Me ajoelhei e gritei com todos os meus pulmões: ‘Obrigado, Brasil!’.

ENQUANTO alguns colegas jornalistas se dividiam pelo amplo gramado, outros seguiam para a casa. E eu era um deles.

O ar condicionado no máximo e o frio deu um primeiro baque. As paredes coloridas, a luz forte, a decoração vibrante e uma mesa farta ganharam atenção em seguida. No meio de pequenas apresentações e gritos (‘O Brasil está vendo’ e ‘As máscaras vão cair’), percorríamos todos os cantos da casa fuçando e remexendo em tudo. De repente, a voz do diretor Rodrigo Dourado saiu das caixas de som e anunciaram uma prova. Nos dividimos em quatro grupos de cinco e precisávamos escolher um representante para mergulhar em uma piscina de bolinhas para pegar imagens do ‘BBB’ e colocá-las em ordem. Apesar do time que participei não ter vencido, a derrota não abalou em nada nossa animação. Garrafas de champanhe foram abertas e brindamos como se não houvesse amanhã. No melhor estilo ‘Big Brother Brasil’.

MAS o que todos queriam mesmo era dar um ‘tibum’ na piscina mais famosa do país.
Se me fiz de rogado? Nem pensar. Me permiti curtir cada instante, cada risada, cada salto que já me dá um aperto no coração de saudade. Agora, além de jornalista, também sou um ex-BBB. Sem a fama dos brothers, mas com a alegria de ter experimentado um dia naquela casa. E, para não perder o costume, obrigado, Brasil!”.

Você pode gostar