Por thiago.antunes
Publicado 23/02/2016 02:07 | Atualizado 23/02/2016 02:09

Rio - A variação dos preços do seguro de automóveis no Rio de Janeiro pode chegar a 97%. É o que revela pesquisa feita na calculadora da Proteste, a mais nova ferramenta para comparação de valores. A entidade de defesa do consumidor oferece serviço gratuito em seu site que permite o cliente a verificar os preços mais baixos para cada perfil. O órgão leva em conta preços de seis seguradoras que atuam no país: AIG, Bradesco Seguros, HDI, Liberty, Tokio Marine e Yasuda Marítima.

O DIA fez um levantamento com três carros populares na lista dos mais vendidos de 2015: Gol, Palio e Ford KA. A pesquisa também mostra a diferença de preço, conforme o perfil do motorista, levando em conta sexo e idade. E, de acordo com a entidade de defesa do consumidor, a diferença entre as ofertas das operadoras pode gerar uma economia média anual de mais de R$ 3 mil para o proprietário do carro.

Clique na imagem para ver o infográfico completoArte%3A O Dia

Vale lembrar que os valores não consideram descontos que podem ser oferecidos pelas seguradoras nem o bairro onde o condutor mora, importante variável no preço final.  A maior diferença de preço foi encontrada no seguro do Ford Ka para o perfil considerado mais caro, o de jovem homem (faixa etária 18 anos). O preço mais em conta é o de R$ 3.968,75, oferecido pela HDI. E o mais alto é o da Tokio Marine, chegando a R$ 7.836,80, aumento de 97,4%. Neste caso, quem opta pelo mais baixo terá economia de R$ 3.868,05.

Corretor de seguro de automóvel, José Rodrigo Octávio, da JNS Seguros, explica que o alto preço cobrado a jovens do sexo masculino é baseado nos riscos de acidentes pela inexperiência do motorista. “A seguradora acredita que uma pessoa jovem, inexperiente, em especial o homem, é mais propensa a bater com o carro. O seguro sairá mais caro que para o pai dessa pessoa, por exemplo”, afirma o corretor.

Octávio diz ainda que a variação de preços para o mesmo perfil e veículo é comum entre as seguradoras. Isso porque, segundo ele, as operadoras têm estatísticas próprias e cobrarão mais caro para cobertura de veículos com altos índices de roubo e acidentes.

“Cada empresa tem um índice de sinistralidade. Esse indicador aponta as maiores ocorrências, de acordo com o veículo. Se a seguradora registrou que a marca de carro teve índice grande de sinistro no ano, vai aumentar o preço”, diz o corretor.

Além disso, o seguro sai mais barato para as mulheres, que são consideradas mais cuidadosas na condução. Para fazer comparação de preço, de acordo com sua idade e bairro, acesse https://www.proteste.org.br/especiais/aqui-se-economiza/

Saiba mais

- Perfil

A idade e o sexo do consumidor interferem no preço oferecido pelas seguradoras. As empresas aumentam o valor cobrado para a cobertura quanto mais inexperiente o motorista for. Isso porque consideram que há maior risco de ocorrência de sinistro. Além disso, o sexo influencia. Em geral, o seguro sai mais barato para mulheres, consideradas mais cuidadosas e seguras ao volante. “As estatísticas apontam menos ocorrências com mulheres. Também há mais homens guiando”.

- Endereço

O endereço da residência do condutor é uma variante para o preço cobrado pelas seguradoras. O seguro sai mais caro para quem mora em bairros onde há maior incidência de assaltos, furtos. As empresas baseiam-se em estatísticas de órgãos públicos e nos seus registros.

- Bônus no histórico de sinistros

A pessoa que não usa o seguro no ano ganha um bônus (desconto) para a renovação do contrato. O bônus é cumulativo e o valor do contrato pode ser reduzido a cada ano.

- Tipo do automóvel

Quanto mais antigo o modelo, mais caro sai o seguro. Entende-se que o carro 0Km é menos propenso a acidentes. Além disso, marcas mais vendidas no país, como Fiat e Ford, geralmente oferecem peças de reposição mais baratas e em maior quantidade.

- Garagem

Quem não tem garagem pagará mais caro pelo seguro: deixar o carro na rua aumenta riscos de sinistros.

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