Por felipe.martins

Rio - Os contribuintes que perderam o prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda (IR) na última sexta-feira ainda podem prestar contas ao Leão. A Receita Federal liberou nesta segunda-feira o sistema para os atrasados preencherem o formulário e entregarem o documento. No entanto, essas pessoas terão de pagar multa de R$ 165,74 ou de 1% do imposto devido por mês de atraso. O valor máximo da multa pode chegar a 20% do tributo devido.

Supervisor do IR, Joaquim Adir alerta para o pagamento de multa Agência Brasil

Ao todo, o órgão recebeu 27,9 milhões de declarações. O volume ficou abaixo da estimativa do Fisco, que inicialmente era de 28,5 milhões, e, depois foi revista para 28,2 milhões. Segundo o órgão, foi constatado que o número de declarações retificadoras foi menor que o previsto.

Quem está obrigado a declarar renda e não entregou a declaração deve se antecipar. O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, lembra que quanto mais tempo passar, maior será a multa cobrada pelo Fisco.  “Muita gente perdeu o prazo. Esses contribuintes devem fazer logo, pois quanto mais tempo passar, maior é a multa sobre o valor do imposto”, declarou Adir. Quem é isento do pagamento do IR será multado em R$ 165,74. Já quem paga o IR terá multa de 1% sobre o valor do tributo.

Está obrigado a declarar quem teve rendimentos tributáveis (salário) acima de R$28.123,91; rendimentos isentos (poupança, FGTS) ou tributáveis na fonte (13º salário) superiores a R$ 40 mil e quem teve atividade rural com receita superior a R$ 140 mil. Quem não se regularizar receberá notificação do Fisco, que cobrará o imposto devido sobre a renda não declarada, como bens e imóveis. Se não fizer, será considerado sonegador e não conseguirá empréstimo bancário e também pode ficar ficar com CPF irregular.

REAJUSTE DE 5%

A presidente Dilma Roussef anunciou nesta segunda-feira, durante ato pelo Dia do Trabalho em São Paulo, o reajuste de 5% da tabela do IR. Para o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco), Claudio Nacional, a nova alíquota traz pequeno alívio tributário, mas está longe de cobrir a defasagem em relação à correção da inflação. Pelos cálculos da entidade, a defasagem acumulada desde 1996 chegará ao final deste ano em 84,13%.

Ao final de 2017, as projeções indicam uma defasagem de 85,74%. Se isso tivesse sido corrigido, estariam isentas do pagamento do IR as pessoas que ganham até R$ 3.505,80. “Esses contribuintes não estariam pagando o imposto. Esse é o lado mais perverso da defasagem”, criticou o sindicalista.

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