Secretário de Fazenda deve cortar cargo em comissão para diminuir gastos

Júlio Bueno prevê que medida seja adotada logo

Por O Dia

Rio - Os secretários estaduais Júlio Bueno (Fazenda) e Francisco Caldas (Planejamento) defenderam nesta quinta-feira o corte de cargos comissionados e a reforma da Previdência como medidas para enfrentar a crise financeira do estado do Rio, em audiência na Alerj para apresentação do Projeto de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2017. Pela primeira vez, o projeto prevê déficits fiscais para os próximos três anos.

A Fazenda estima receitas de R$ 53,63 bilhões para 2017, R$ 54,28 bilhões para 2018 e R$ 57,47 bilhões para 2019. Já as despesas estão estimadas em R$ 74,47 bilhões, R$ 74,46 bilhões e R$ 75,82 bilhões, respectivamente. Esses números resultarão em déficits de R$20,84 bilhões, R$ 20,17 bilhões e R$ 18,34 bilhões nos próximos três anos.

“O corte de comissionados é providência essencial. A lei está nos levando a essa discussão”, disse Bueno, defendendo ainda a federalização da previdência. Participaram da sessão os deputados Luiz Paulo (PSDB), Edson Albertassi (PMDB) e Comte Bittencourt (PPS).

Subsecretária de Política Fiscal, Josélia Castro disse que em 2016 a receita bruta é de R$ 58,8 bilhões e a arrecadação do ICMS de R$ 33,6 bilhões. Mas a despesa é de R$ 78,8 bilhões, sendo R$ 41,5 bilhões só com despesa de pessoal, valor superior à arrecadação do ICMS.

Últimas de Economia