Centrais vão se reunir para discutir a reforma da Previdência

CUT já aceita participar das negociações com governo interino Temer, que ainda não apresentou proposta concreta

Por O Dia

Rio - Representantes de quatro centrais sindicais (Força Sindical, Nova Central, UGT e CSB) vão se reunir amanhã para formular proposta que será apresentada no dia 30 ao governo Temer sobre a reforma da Previdência. Outros temas da pauta trabalhista também serão tratados pelos sindicalistas.

Depois de se negar a dialogar com o governo interino, segundo a agência Estadão Conteúdo, a CUT já aceita participar da mesa de negociações com as centrais. Ligada ao PT, a CUT não reconhece a legitimidade do governo Temer, assim como a CTB, braço sindical do PCdoB. O governo ainda não formulou proposta concreta mas ministros falam na criação de idade mínima de aposentadoria, inclusive para trabalhador que está no mercado.

A mudança no posicionamento ocorreu na última sexta-feira, quando o presidente da CUT, Vagner Freitas, almoçou em um restaurante no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo, com representantes da Força Sindical e da UGT.

“Combinamos com o governo que as quatro centrais fariam proposta mas achamos por bem que todas participem porque não é responsabilidade só nossa. O pessoal da CUT disse ‘nós topamos mas precisamos de tempo para discutir com toda a direção’”, disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

As demais centrais haviam pedido ao governo uma semana de prazo para tentarem incluir a CUT na formulação da proposta. Segundo Juruna, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), foi encarregado de falar com o Temer para redefinir o cronograma.
Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, que também participou do almoço, o fato de ter aceitado participar da elaboração da proposta que será apresentada a Temer não muda a posição da central em relação ao governo em exercício.

De acordo com ele, a CUT aceitou discutir propostas para a reforma da Previdência de uma forma genérica e não especificamente para serem apresentadas ao presidente em exercício.

“Quanto ao Temer, a CUT tem posição muito clara. O governo é ilegítimo e vamos trabalhar para que Dilma reassuma. Não vamos sentar com Temer”, disse Nobre.

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