Coluna do Aposentado: Confederação mundial vai ser criada na Itália

Decisão de fundar uma entidade global para abranger inativos de vários continentes foi tomada durante o II Congresso Mundial, em Araxá (MG)

Por O Dia

Rio - Os aposentados e pensionistas de vários países serão representados por uma confederação mundial para fortalecer a luta da categoria nos quatro cantos do planeta. A decisão de fundar uma entidade global que vai abranger inativos de vários continentes foi tomada durante o II Congresso Mundial da categoria que ocorreu entre os dias 8 de 13 deste mês, em Araxá (MG).

Ficou acertado que as discussões serão intensificadas para que a confederação seja criada em maio de 2018, período do próximo encontro mundial dos aposentados marcado para acontecer na Itália.

De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados (Cobap), Warley Martins, o objetivo é unificar e apoiar os movimentos dos inativos em outros países. Ele cita os exemplos do Brasil, que está prestes a passar por uma nova reforma da Previdência, e dos franceses que estão mobilizados contra medidas do governo daquele país que visam limitar diretos e alterar regras da aposentadoria.

O dirigente classificou como “muito positivas” as discussões do 2º Congresso Mundial em Araxá, quando cerca de 650 participantes debateram vários temas de interesse dos aposentados, como um modelo universal de Previdência Social.

Dez países (Brasil, Itália, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Chile e México) enviaram delegações. Foi a segunda vez que a Cobap promoveu o evento. A primeira foi em 2010, em Brasília.

Após os seis dias de debates, foi elaborada e aprovada a chamada Carta do 2º Congresso Mundial dos Aposentados — Araxá (MG). O “manifesto de denúncia” critica, entre outros pontos, a intenção do “sistema financeiro internacional impor aos governantes dos países capitalistas formas de inviabilizar os sistemas de previdências públicas”.

E faz duras críticas ao governo interino do presidente Michel Temer que extinguiu o Ministério da Previdência Social, repartindo seus órgãos e funções entre os ministérios do Trabalho e da Fazenda.

O documento encerra apresentando as reivindicações dos aposentados e trabalhadores brasileiros que têm como “demandas mais prementes” a reimplantação imediata do Ministério da Previdência Social, evitar que a reforma previdenciária resulte na retirada de direitos adquiridos, a defesa incondicional do sistema de previdência pública de cada país, o apoio às lutas dos trabalhadores, aposentados, pensionistas e idosos de todo o mundo.

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