Coluna do Servidor: Sepe e governo não entram em acordo

Líderes do sindicato dos profissionais estaduais de Educação criticaram o estado

Por O Dia

Rio - Continua o impasse entre os profissionais estaduais de Educação, em greve há mais de 3 meses, e o governo. A reunião que ocorreu nesta terça-feira na Alerj entre os coordenadores do Sepe — sindicato da categoria —, o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), e o líder do governo, Edson Albertassi (PMDB) terminou sem acordo. Os grevistas negociam reajuste salarial de até 30%, retorno do calendário de pagamento, fim do parcelamento dos vencimentos, entre outras reivindicações.

Em um encontro tenso, Picciani foi categórico com os representantes da classe: “Não há hipótese de o governo sinalizar qualquer aumento para professores enquanto não for equacionado o pagamento da totalidade dos servidores”. Ele acrescentou que não há como negociar pontos que provocam impacto financeiro nas contas do estado.

Albertassi criticou o sindicato, pontuando que líderes negociam eleição direta e abono de faltas durante as greves desde 1993, entre outras questões, mas não saem da greve. Coordenadores do Sepe, Marcelo Santana e Marta Moraes rebateram, afirmando que não há como garantir o fim do movimento pois isso é decidido em assembleia — que ocorre hoje. Picciani retrucou: “Vocês têm liderança para ponderar e estão sem saída. A sociedade não está gostando desse governo mas também não aprova essa greve que não acaba”.

CONTRA ISENÇÃO FISCAL

Líderes do Sepe lamentaram o resultado da reunião e criticaram o estado. “O governo alega crise financeira, mas concede isenções fiscais a empresas e faz licitações de alto valor. Priorizam gastos que não são para o servidor. A categoria não entende”, disse Marcelo Santana. Hoje, a categoria decide os rumos do movimento em assembleia na quadra da São Clemente.

ALERJ VOTA PROJETO

A tensão do encontro levou Picciani a tirar da pauta de hoje votação do PL 1.786/2016, que reduz de 40 horas para 30 horas a carga dos funcionários administrativos da Secretaria Estadual de Educação. Mas o parlamentar voltou atrás depois que Albertassi, Comte Bittencourt (PPS) e outros deputados o convenceram de que o projeto não causa impacto financeiro.

ADMINISTRATIVO

Hoje, além da assembleia, a categoria promete marcar presença na Alerj e pressionar os deputados pela aprovação do projeto. Segundo o Sepe, os servidores administrativos não recebem mais como funcionários de 40 horas. Agora, o objetivo é que eles tenham a mesma carga horária de todos os profissionais da rede estadual de Educação.

REUNIÃO NO PALÁCIO

O governador em exercício Francisco Dornelles se reúne hoje, às 10h, no Palácio Guanabara, com os chefes do Judiciário (desembargador Luiz Fernando de Carvalho) e Legislativo, o presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes, e o procurador-geral do MP, Marfan Vieira. O encontro é para discutir a crise no estado e medidas a serem adotadas pelos órgãos.

VOTAÇÃO VAI PARA DIA 28

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado suspendeu até dia 28 análise do projeto de reajuste de servidores do Judiciário Federal. O relator do PLC 29/16, Jorge Viana (PT/AC), apontou lacunas sobre impacto orçamentário. Senadores Helio José (PMDB/DF) e Ricardo Ferraço (PSDB/DF) pediram vista coletiva para analisar pendências.

CLÍNICA MÓVEL GEAP

A partir de hoje, servidoras federais do Rio e beneficiárias da Geap contam com uma Clínica Móvel para consulta ginecológica e exames preventivos. O consultório itinerante ficará no Largo da Carioca até 20 de julho. O atendimento de segunda à sexta é a partir das 8h e aos sábados, das 8h às 12h e deve ser agendado pelo (21) 97518-7215.


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