Saída do Reino Unido da União Europeia não dará grandes impactos no Brasil

Reflexos poderão ocorrer nas exportações no longo prazo

Por O Dia

Brasília - A saída do Reino Unido da União Europeia, decidida em referendo na quinta-feira, não trará grandes impactos para o Brasil neste primeiro momento. Para o economista e professor do Ibmec, Gilberto Braga, o consumidor não sentirá reflexos diretos com posição dos ingleses em relação ao restante dos europeus.

Segundo ele, até mesmo a alta do dólar, que nesta sexta-feira subiu 1,05% e fechou cotado a R$ 3,38, não provocará nenhum ajuste nos índices inflacionários.

Braga salienta que o mercado financeiro foi pego de surpresa com a saída dos britânicos da zona do euro e isso refletiu diretamente nos nas bolsas e nas cotações.

“Pesquisas de opinião apontavam que a Inglaterra permaneceria na União Europeia (UE). O resultado do referendo — 51,9% a favor e 48,1% contrários — provocou espanto em todos e isso acabou gerando a reação no mercado financeiro”, diz. “Este movimento é especulativo”, afirma.

Alguma influência poderá afetar as exportações brasileiras, mas somente no longo prazo. Na avaliação do economista, a UE se voltará para tentar suprir a saída da Inglaterra das relações comerciais com os demais países do bloco. Isso fará o comércio com o Mercosul ficar em segundo plano. Como o Reino Unido é comprador de produtos agrícolas brasileiros, o professor avalia que as negociações terão que ser refeitas.

Mais cedo, o Ministério da Fazenda e o Banco Central emitiram nota informando que “o Brasil tem fundamentos econômicos sólidos e dispõe de instrumentos para lidar com turbulências na economia internacional”.

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