Comerciários rejeitam propostas e mantêm estado de greve

Os trabalhadores reclamam, por exemplo, da retirada da cláusula de estabilidade de 12 meses antes da aposentadoria

Por O Dia

Rio - Os trabalhadores no comércio do Rio rejeitaram, em assembleia realizada nessa quarta-feira, a proposta de convenção coletiva apresentada pelo SindiLojas, que representa os donos de lojas em shoppings e no comércio de rua da cidade. Apesar da entidade patronal ter acenado com aumento de 10%, elevação dos pisos e concessão de auxílio-creche, sua última minuta para a convenção altera temas que já haviam sido superados na negociação. Os trabalhadores reclamam, por exemplo, da retirada da cláusula de estabilidade de 12 meses antes da aposentadoria e da inclusão da autorização para abertura das lojas nos dias 24 de dezembro e 1º de janeiro.

Foi aprovada em assembleia uma paralisação geral nas lojas e supermercados do município, a partir da zero hora do próximo dia 14 (quinta-feira), caso os patrões não retirem do texto as alterações feitas de forma unilateral. “Foi jogo sujo, com o claro objetivo de reduzir nossas conquistas. Estávamos a minutos da assembleia que poderia aprovar a assinatura da Convenção. Foi má fé. Tentaram nos atrapalhar, mas vão precisar de mais do que isso. Não vai ficar barato!”, criticou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer. Segundo ele, as paralisações no comércio vão continuar.

A assembleia rejeitou também a proposta do SindiGêneros, que representa os donos de supermercados, porque eles ainda não garantiram o aumento do piso de experiência para R$ 980, como exigem os comerciários. Quanto à Fecomércio, que representa outros segmentos do comércio varejista, as propostas ainda não foram formalizadas pela entidade. O sindicato promove, hoje, às 19h, o ciclo de debates  “A Crise e os Trabalhadores – Construindo Nossa Opinião” na sede da entidade (Rua André Cavalcanti 33, Lapa) para discutir o atual cenário político e econômico do país. A entrada é gratuita.

 

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