Servidor: Professores mantêm greve nas escolas

Paralisação já dura quatro meses e os grevistas estão sendo descontados no contracheque pelos dias não trabalhados

Por O Dia

Rio - Cerca de 1,5 mil professores e servidores da rede estadual de Educação decidiram, em assembleia realizada ontem, manter a greve das categorias. A paralisação nas escolas já dura quatro meses e os grevistas estão sendo descontados no contracheque pelos dias não trabalhados desde o fim do mês passado.

Os servidores não entram em acordo com o governo em relação à recomposição das perdas salariais, enquadramento por formação, um terço da carga horária para planejamento de aulas e retorno do calendário de pagamento para o 2º dia útil (o estado está pagando no 10º dia útil).

Antes da assembleia, que estava marcada para as 11h mas só começou depois de meio-dia, membros do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) se reuniram com o líder do governo na Alerj, deputado Edson Albertassi (PMDB).

Coordenador-geral do Sepe, Marcelo Sant’Anna diz que o parlamentar apresentou propostas do governo. Mas afirmou que é preciso melhorar alguns pontos e também pede a formalização das medidas. “O governo condiciona a adoção dessas medidas à saída da greve. A categoria não foi convencida e quer que essas propostas sejam formalizadas antes, com publicação no Diário Oficial ou por outro documento assinado”, diz Marcelo.

CORTE DE PONTO

O corte de ponto dos grevistas (autorizado pelo TJ) foi mais um fator que acirrou o embate entre o Sepe e o governo. Ontem, servidores que aderiram à greve receberam seus salários com descontos e a medida foi criticada na assembleia. “Ao invés de o governo melhorar a contra-proposta e nos dar garantias, ele corta o ponto”, queixa-se Sant’Anna.

GREVE ABUSIVA

A autorização do corte de ponto pela Justiça foi baseada em decisão do presidente do TJ, desembargador Luiz Fernando Carvalho, que decretou a greve como abusiva. Isso porque o estado diz que o Sepe não mantém 70% dos professores em sala. “Greve se faz com gente. O governo não pode determinar como ela será”, rebate o coordenador-geral do Sepe.

ENQUADRAMENTO

Secretário de Educação, Wagner Victer havia informado à coluna que houve avanço na negociação sobre o ‘enquadramento por formação’. Já Sant’Anna diz que o governo condicionou a medida ao fim da greve: “O profissional investe na formação para melhorar a remuneração e não é atendido. Qual é a garantia que ele tem?”

DÉFICIT DO FUNPREVI


O TCM do Rio aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, as contas da prefeitura em 2015. No entanto, alertou para a situação do Funprevi: o déficit financeiro do fundo foi de R$ 445 milhões. Conselheiro relator, Antônio Carlos de Morais recomendou auditoria nos números e propôs a cobrança de contribuição de inativos e pensionistas.

PECÚLIOS POST MORTEM 

O Previ-Rio deposita hoje um novo lote de Pecúlios Post Mortem, no valor total de R$307,894, 53, referentes ao falecimento de ex-servidores da prefeitura. O pagamento será feito nas contas indicadas pelos beneficiários. A listagem dos dependentes está no endereço https://www.rio.rj.gov.br/web/previrio.

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