Não se fala em outra coisa

Esta semana um pateta americano bateu o carro numa árvore. O abestado estava jogando Pokémon Go

Por O Dia

Rio - Esta semana um pateta americano (quase um pleonasmo) bateu o carro numa árvore. Safou-se bem, mas estraçalhou o veículo e a árvore, coitada. O abestado estava jogando Pokémon Go enquanto dirigia. Só podia ser isso. Não se via game tão viciante desde o Angry Birds, lançado em 2009.

Mas o que esse game tem de tão viciante? Usando o GPS e, claro, a tela do aparelho, o jogador do Pokémon Go tem que localizar mil monstrinhos espalhados pela cidade. Para isso, sai como louco apontando o celular para tudo quanto é canto da rua. Um perigo.

Febre 'Pokémon Go' já provocou acidenteReprodução Internet

Esse recurso se chama realidade aumentada, que ainda vai mudar muito a nossa maneira de usar a tecnologia. Ela “inclui” na paisagem real elementos que só existem no mundo virtual. No caso do Pokémon Go, já são milhões de jogadores compulsivos em boa parte do mundo. E você que se cuide. Embora ainda não esteja disponível no Brasil, vai ser uma praga quando chegar por aqui.

DO APERTO, NÃO HESITE

Existem zilhões de aplicativos inúteis. Mas alguns ainda merecem consideração. Um deles é o Beep Saúde, que localiza médicos disponíveis para uma consulta imediata num raio de dez quilômetros. É uma ótima sacada porque, na hora do aperto, nem sempre a gente sabe para onde correr. O app se parece muito com o Uber: localiza o médico pela sua especialidade, apresenta o preço da consulta, emite recibo etc. Parece uma proposta ousada, mas vale a pena saber como funciona. Por enquanto, está valendo apenas no Rio e em São Paulo, em iOS (iPhone) ou Android (a maioria dos smartphones).

BRASÍLIA TEM BONS EXEMPLOS

Fiquei feliz quando um grupo de boas cabeças criou um whatsapp para discutir os problemas do meu prédio. Tomara que dê certo. E tomara que dê certo também a iniciativa da Fazenda Pública do Distrito Federal, que começa a fazer intimações através do aplicativo. Durante os testes, 98% das intimações foram devidamente recebidas. Não tem mesmo para onde correr...

Os juizados especiais já começaram a receber os aparelhos de celulares para essa tarefa. Torço para que essa boa ideia também seja adotada em outros cantos.

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