Por thiago.antunes

Rio - Pior do que acumular dívidas é não poder quitá-las. E é o que ocorre com quase metade dos inadimplentes no país, de acordo com levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A pesquisa Perfil do Inadimplente Brasileiro mostra que 46% dos devedores não terão como quitar o devem nos próximos três meses. A perda de emprego é o principal motivo relatado por 28,2% dos endividados.

Como proceder nesses casos? Para o economista Gilberto Braga, do Ibmec, a melhor opção é negociar e fazer a portabilidade da dívida. “Transferir o débito para um único credor. De preferência para banco que ofereça taxas menores. O banco faz empréstimo para pagar outros credores e a pessoa passa a ter uma única dívida”, explica.

Com isso, diz, além de reduzir a dívida e de dever a apenas um credor, é possível estender o prazo de pagamento.

Por outro lado, a inadimplência com cheques caiu em julho e chegou ao menor nível deste ano, 2,26%, com um total de 1.042.209 cheques devolvidos e 46,1 milhões compensados. É, contudo, o segundo pior mês de julho desde 1991.

No Rio, a devolução de cheques em julho foi de 1,97% do total de compensados, enquanto em junho foram 2,09%. Em julho de 2015, a devolução por falta de fundos havia sido de 1,79% do total.

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