Por thiago.antunes

Rio - O presidente Michel Temer voltou a defender ontem a necessidade de o governo fazer a Reforma da Previdência ao traçar panorama sombrio sobre o déficit do regime geral do INSS. Temer argumentou que até ele mesmo corre risco de não ter como receber a aposentadoria de procurador do Estado de São Paulo se as regras atuais não forem modificadas.

“Se não fizermos nada, em seis ou sete anos, quando eu, aposentado, for lá no governo (de São Paulo) buscar meu benefício, eles não terão dinheiro para pagar”, comentou durante o Fórum Exame, em São Paulo.

“Hoje os números da Previdência não fecham e as experiências de outros países mostram os graves danos sociais de postergar reformas previdenciárias”, acrescentou o presidente.

Para Temer, a Reforma da Previdência é um tema primordial da pauta de longo prazo do governo federal. Segundo ele, o seu governo trabalha para enviar ao Congresso Nacional uma proposta viável, que garanta a sustentabilidade da Previdência. Mesmo assim, ele garantiu que ninguém que já está aposentado perderá direitos.

O presidente alegou que o déficit do regime geral deve atingir R$ 150 bilhões este ano e subir para algo entre R$ 180 bilhões e R$ 190 bilhões em 2017.

“Não vamos violar direito adquirido coisa nenhuma. Direitos consolidados serão mantidos. Mas quem não completou o tempo, terá de se submeter a uma nova regra”, advertiu.
Segundo Temer, será feito grande diálogo com a sociedade e com sindicatos. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira com os representantes dos trabalhadores. 

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