Coluna do Servidor: Crise à vista no Rio. Sim ou não?

O desequilíbrio nas contas prejudica o pagamento do funcionalismo de diversas áreas com atrasos, parcelamento e mudanças de datas

Por O Dia

Rio - Passado o período dos Jogos Olímpicos, a pergunta que não quer calar: a crise econômica também afetará o Município do Rio? Uma possível crise nos cofres da prefeitura pode impactar diretamente os mais de 160 mil servidores municipais ativos, inativos e pensionistas.

No Estado do Rio, por exemplo, o desequilíbrio nas contas prejudica o pagamento do funcionalismo de diversas áreas com atrasos, parcelamento e mudanças de datas. A reflexão se faz necessária depois da divulgação da proposta orçamentária de 2017, encaminhada pela prefeitura à Camara de Vereadores na terça-feira, e que prevê redução de 60% na verba de investimentos na cidade.

Ou seja, R$ 1,3 bilhão a menos no caixa para o próximo prefeito. O vereador Paulo Pinheiro (Psol) questiona os números.

“A crise econômica que diziam que não chegava ao Rio está claramente se aproximando do município”, diz. A prova disso é um Orçamento de 2017 menor do que 2016, com R$ 29,5 bilhões contra R$ 30,8 bilhões.

Em defesa da prefeitura, a presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e Fiscalização Financeira, vereadora Rosa Fernandes (PMDB), explica que a redução não terá impactos nas áreas fundamentais, como Saúde e Educação. “Vai ser nas despesas de investimentos e obras, em virtude do final deste ciclo e preparação para o próximo”, afirma Rosa. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Análise municipal

O vereador Paulo Pinheiro (Psol) informou que o Orçamento prevê verbas menores para a Saúde e que o número de servidores estão aquém do necessário. Mas segundo a vereadora Rosa Fernandes (PMDB), a Saúde e a Educação não serão afetadas. Na Saúde, os gastos vão de R$ 3,1 bilhões para 3,8 bilhões. Já na Educação, de R$ 5,7 bilhões para R$ 5,9 bilhões.

Investimentos

Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura do Rio informou que a gestão comandada por Eduardo Paes investiu valores significativos nos últimos anos na infraestrutura da cidade — incluindo os eventos esportivos. Por isso, a redução de recursos para a realização de novos projetos já estava prevista para o próximo orçamento.

Orçamento

Para o próximo o ano, os gastos com Despesas Correntes vão consumir a maior parte do Orçamento, previsto em R$ 16,5 bilhões para despesas com pessoal e encargos sociais. E de R$ 831,4 milhões para Juros e Encargos da Dívida e R$ 9, 1 bilhões para Dispêndios com Manutenção e Operação de Atividades de Natureza Continuada.

R$ 2,1 bi em caixa

Já para investimentos, o novo prefeito do Rio para os próximos quatro anos terá R$ 2,1 bilhões em caixa. Deste total, a quantia de R$ 207, 2 milhões será destinada para a área da Educação. Para a Saúde R$ 5,1 milhões; já na Cultura o valor será de R$ 3,3 milhões e R$ 1, 1 bilhão em Urbanismo e R$ 47,9 milhões para Transporte.

Por Ana Paula Silveira

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