Alex Campos: Desafio dos profissionais de seguros é ampliar a comunicação

Já existe consenso — e, em certa medida, já existe convicção — de que seguro é prevenção, proteção, transparência e sustentabilidade do patrimônio

Por O Dia

Grande desafio dos profissionais de seguros é ampliar e melhorar a comunicaçãoAgência O Dia

Rio - O mercado de seguros é outro assunto que merece maior atenção entre educadores financeiros, economistas ou jornalistas e maior disseminação junto aos consumidores.

E, para merecer essa atenção, um dos grandes desafios dos profissionais de seguros em geral, e dos dos corretores em particular, é ampliar e melhorar a "comunicação" desse serviço ou produto. 

A boa notícia é que, hoje, os esforços nesse sentido são muito mais visíveis e eficientes. Já existe consenso — e, em certa medida, já existe convicção — de que seguro é prevenção, proteção, transparência e sustentabilidade do patrimônio. Graças a isso, é cada vez maior o entendimento de que seguro não é "um mal necessário", mas, sim, uma decisão inteligente e responsável.

CONFIANÇA E CREDIBILIDADE
Para o bem do negócio e, acima de tudo, para o bem dos consumidores, o compromisso do mercado é oferecer soluções aos clientes, resolver os problemas dos clientes e atender às expectativas dos clientes na exata medida em que essas expectativas foram contratadas. Oferecer, resolver e atender os clientes significa fechar um ciclo de confiança e credibilidade, que representa a alma desse negócio e, claro, a satisfação dos consumidores.

Além de comunicação, o outro nome do jogo é "transparência". Trata-se, enfim, da ideia de que o primeiro direito dos consumidores de seguro é o direito fundamental a informação transparente — solar, clara, objetiva e honesta. Até porque foi-se o tempo em que os clientes pagavam antes e perguntavam depois. Hoje é ao contrário. E por isso informação transparente é o primeiro ato de confiança no vulto de credibilidade que deve prevalecer nas relações de compra e venda. Em nome de "Sua Excelência, O Cliente", cabe aos corretores, preferencialmente, ampliar e melhorar os esforços de consolidar junto aos consumidores a certeza e a garantia de que comunicação com transparência não têm preço, mas têm valor — custa pouco e vale muito.

SITES, CARTILHAS, REVISTAS, MANUAIS... A DIFERENÇA ENTRE 'VER' E 'SABER'

Os esforços de comunicação e transparência do setor vêm produzindo educação em seguros por meio de sites, cartilhas, revistas e manuais visando, na ponta final, a conquista permanente dos consumidores.

Essas iniciativas de boas práticas ensinam que, antes de tudo, é preciso ter em mente que a oferta do seguros é distinta da oferta dos outros produtos. No caso de outros produtos, o consumidor "vê" o que está comprando. No caso de seguros, ele precisa "saber" que está pagando por uma promessa de indenização ou utilização no futuro — se necessário.

Assim, a contratação do seguro de qualquer modalidade deve ser baseada na expressa aceitação e conscientização do consumidor sobre o que ele está comprando, de modo que faça isso satisfeito e consciente.

VENDA CASADA, EM HIPÓTESE ALGUMA

O consumidor deve ser informado, de forma prévia e clara, que a contratação do seguro é opcional e não está condicionada a nada. Não se admite venda casada do seguro, nem mesmo a obrigatoriedade de sua contratação.

A contratação do seguro não pode, por exemplo, ser condição para a concessão de descontos ou de ofertas mais vantajosas na aquisição de um bem ou serviço comercializado. Também não pode ser imposta (ao contrário) a aquisição de produtos ou serviços como condição para ofertas mais vantajosas na contratação do seguro. Isso também é considerado venda casada, podendo acarretar punições. E é proibida a renovação automática de qualquer contrato de seguro.

VIGOR NA REGULAMENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

Essas e outras práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor, estão sujeitas a multa pelo Procon e punição pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Além de ser regulamentado e fiscalizado, o mercado de seguros é também, em certo ponto, autodisciplinado, já que a Confederação (CNseg) e as Federações trabalham muito integradas para manter uma rede positiva de referência e uma cadeia produtiva de reputação. Não é à toa que se trata de um mercado sólido, solvente e sustentável.

Bom domingo e boa sorte!

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