Alta no preço do etanol dificulta queda no valor da gasolina no Rio

Postos da cidade mantêm patamar do combustível e não há previsão para baixar na bomba

Por O Dia

Rio - No primeiro dia útil após o anúncio de redução dos preços da gasolina, o motorista do Rio continuou ontem pagando o mesmo valor por litro do combustível nos postos da cidade. Conforme adiantou O DIA no último sábado, consumidores não vão sentir tão cedo os efeitos da queda de 3,2% nas refinarias divulgada pela Petrobras.

Levantamento realizado ontem pelo reportagem em postos do município constatou que, somente um posto dos dez questionados, baixou o preço do combustível. A redução, que foi de 2,31%, aconteceu em uma unidade da bandeira Ipiranga na Tijuca. Lá, o preço da gasolina comum passou de R$ 4,19 para R$ 4,09, o litro. 

A presidente do Sindicato do Comercio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sindcomb) do Rio, Maria Aparecida Siuffo, esclareceu que o valor da gasolina não diminui nas bombas por conta do alto preço do etanol, que corresponde a 27% da gasolina.

Queda no preço da gasolina depende de fatores como valor do etanol Luiz Ackermann / Agência O Dia

“Seria excelente se acontecesse realmente essa redução no preço da gasolina. Assim os consumidores voltariam a abastecer, já que as vendas sofreram queda de 20%”, explica Maria Aparecida.

Ela emenda ainda que, mesmo com a entressafra do etanol, que acontece em novembro, o Sindcomb não tem expectativa de redução significativa no preço do etanol e, consequentemente não repassará para o da gasolina.

“Há seis semanas o preço do etanol vem subindo. Somente no mês de outubro, a alta de preço do etanol apurado pelo Cepea/Esalq alcançou 11,50%. Se isso continuar, o consumidor pode não se beneficiar dessa queda. Cabe ao governo federal encontrar um meio termo”, explica.

Em São Paulo, um dos sindicatos, da região de Campinas, prevê um possível aumento nos preços puxado pela alta do etanol. Em consequência do valor do álcool hidratado ter subido em 18 capitais na semana encerrada em 15 de outubro. 

Nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu mais que a inflação. O aumento acumulado foi de 9,77%, maior que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 8,48%.

Reportagem da estagiária Laila Ferreira

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