Sucesso nas Finanças: Tesouro direto não oferece grande risco

O conservador busca maior segurança e a grande maioria investe pequena parcela de seus recursos em renda variável

Por O Dia

Rio - O mercado financeiro oferece vários produtos para atender a cada perfil de investidor. O conservador busca maior segurança e a grande maioria investe pequena parcela de seus recursos em renda variável, mantendo a maior parcela aplicada em renda fixa, devido ao baixo risco de ter prejuízo.

O Tesouro Direto é um investimento oriundo do Tesouro Nacional em conjunto com a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo-BM&F Bovespa S.A, para a negociação de títulos públicos federais direcionados a pessoas físicas. Ele permite investimentos partir de R$ 30.

A acessibilidade, a boa rentabilidade e liquidez diária e seu baixo risco tornam o Tesouro Direto uma ótima opção de aplicação, que se encaixa com facilidade no planejamento financeiro.

Pergunta e resposta

“Uma amiga comentou que está investindo no Tesouro Direto, porque é melhor que a poupança. Queria saber o que é e como funciona esse investimento. No momento, não tenho nenhuma reserva financeira e queria começar, poupando pouco, uns R$ 100 por mês. O que é mais indicado?” Isabel Machado, Méier

A opção da sua amiga em investir no Tesouro Direto foi acertada e é muito boa. Mas, no seu caso, pode não ser tão indicado, se o investimento mensal for mesmo de R$ 100 durante um ano, por exemplo. Isso porque no Tesouro Direto são cobradas taxas de administração — assim como em fundos de renda fixa —, ou seja, quanto menor o valor aplicado, maior as taxas.

Por outro lado, a poupança é investimento que não tem cobrança de administração, mas rende menos. Então, a primeira providência para quem quer investir é mesmo se informar com o gerente do banco — ou corretora — sobre taxas, rendimentos e prazos envolvidos.

O Tesouro Direto é um título público que paga ao investidor a variação da taxa básica de juros (Selic) durante o período da aplicação. O risco de crédito — quando o emissor desonra o pagamento — é baixíssimo, porque o emissor dos títulos é o próprio governo. Ou seja, é um investimento que tem risco até menor do que a poupança.

Ao adquirir um título público como o do Tesouro Direito, você está emprestando dinheiro ao governo. Por utilizar este recurso, o governo vai te remunerar, com juros (rendimentos), na data em que se comprometeu a fazer o pagamento.

Para fazer aplicações nessa modalidade, é necessário que você tenha CPF e conta corrente em um banco. Você deve escolher uma instituição financeira — banco ou corretora — que serão agentes de custódia, para intermediar as negociações com o Tesouro Direto.

Após entregar a documentação, será aberta conta em seu nome para operar no Tesouro Direto na BM&F Bovespa. Embora você não tenha reserva financeira para aplicações mais volumosas, é possível fazer planejamento financeiro combinando investimentos mais conservadores. 

Marta Chaves é gestora nacional do curso de Ciências Contábeis da Estácio

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