Por marlos.mendes

Os trucks especializados na venda de hambúrgueres e cervejas artesanais vieram pra ficar. Em alta no Rio, esse tipo de iniciativa ultrapassou a barreira das tradicionais feiras em praças ou espaços públicos. O Food Park Carioca tem espaço permanente desde outubro do ano passado, quando se instalou no estacionamento do hipermercado Extra da Tijuca, na Rua Mariz e Barros. De lá para cá, vendeu 150 mil hambúrgueres, 35 mil copos de cerveja artesanal e recebeu 250 mil pessoas, segundo a organização. E o plano é de expansão. A partir de 11 de novembro, abre para o público uma filial do empreendimento, também em parceria com o hipermercado, na Barra da Tijuca. O novo parque vai abrigar, inclusive, 11 novos trucks. A estimativa é ter cinco parques em atividade na capital até 2018.

O Food Park Carioca vai servir de modelo dos próximos empreendimentos. No espaço de 1,2 mil metros quadrados na Tijuca, já passaram mais de 200 opções de food trucks e bike trucks com gastronomia diferenciada numa área com 30 mesas e música ao vivo, palco de um festival de bandas — a fase classificatória termina amanhã. Atualmente, 18 estabelecimentos oferecem aos clientes opções de hambúrguer e cerveja artesanal, carros-chefe do parque de alimentação a céu aberto. Mas há outras variedades, como cachorro-quente gourmetizado, batata, churrasco, cup cake, churros, vinho e até culinária japonesa.

O empreendimento também vai usar a tecnologia como aliada. A partir do próximo mês, um aplicativo para celular vai começar a fazer o monitoramento da presença de clientes no local. A página no Facebook da iniciativa teve mais de 12 mil curtidas. Mais informações sobre o local também podem ser encontradas no site foodparkcarioca.com. “No início, o parque captava esse público do hipermercado. Hoje, esse processo se inverteu. É uma parceria que está dando certo”, avalia o empresário Bruno Cypreste, idealizador do parque.

Um atendimento ao público à altura da qualidade dos hambúrgueres e cervejas artesanais também está no radar dos organizadores. A partir de janeiro, o espaço vai abrir uma oficina de empregos para os cargos de barista, chapeiro e chef de cozinha. Hoje, o parque gera cerca de 120 empregos diretos e outros 6 mil indiretos. Isso inclui, por exemplo, funcionários de cervejarias, padarias e equipamentos para truck. “Isso mostra que estamos gerando empregos e movimentando a economia. O Rio está carente de eventos permanentes ao ar livre. Nós viemos pra ficar”, garante Cypreste. O público que frequenta o local à procura de boas opções de hambúrguer, cerveja e música de qualidade agradece.

Empreendimentos estão se expandindo

Com 12 opções de hambúrgueres artesanais, o Patifaria Food Truck é uma das principais atrações do local. A iniciativa faz tanto sucesso que já cruzou a fronteira do parque a céu aberto com dois novos empreendimentos. Em setembro, foi inaugurada a primeira filial, dentro do Imperator — Centro Cultural João Nogueira, no Méier. No dia 16 de novembro, uma outra loja vai ser inaugurada em Jacarepaguá.

Em dia de espetáculo no Imperator, o Patifaria Burger & Steaks funciona com 18 funcionários. “O parque é o embrião dessa ideia. Nós acreditamos muito no produto. A qualidade é a carta na manga que nos incentiva a investir”, garante a empresária Cris Mota, uma das responsáveis pela iniciativa, que decidiu investir numa franquia quando ainda era cliente do Patifaria.

Outro empreendimento que começa a se expandir dentro do próprio parque a céu aberto é o The Drunk Trunk. No começo, o estabelecimento vendia cervejas artesanais numa Land Rover adaptada. Há dois meses, o espaço foi modificado e passou a funcionar num contêiner idealizado por um arquiteto.

O teto é decorado com caixotes velhos, iluminados por uma luz amarelada. Ao lado, há um sofá, com uma mesa feita com tronco de árvore. Na TV, um vídeo surf chama a atenção dos clientes. Na parede, rótulos de cerveja e quadros estilizados com fotos de cerveja compõem o cenário. Mas a principal atração está em frente ao balcão, onde oito torneiras oferecem ao cliente uma variedade de chopes artesanais. “Esse segmento está em alta. Vale a pena investir nesse setor”, garante o empresário Rafael Andrade, dono do empreendimento.

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