Por lucas.cardoso

Rio - Bugigangas que há tempos habitam o fundo do armário ou ficam jogadas em casa podem render uma graninha extra. São casacos, bonés, jogos de tabuleiro, aparelhos celulares, carrinhos de bebê, patins ou bicicletas: o acervo de entulho costuma ser variado e, muitas vezes, desnecessário, mas sempre há alguém na internet disposto a comprar.

De olho nesse mercado um grupo de amigos empreendedores criou um aplicativo que indica, em uma mesma região, interessados em comprar e vender produtos usados ou semi-novos. O Skina, lançado em agosto de 2015, usa a geolocalização para aproximar vendedor e comprador.

E as ações do app não param por aí. O evento Doar Fashion, que rolou no Jockey Club no final do mês passado, arrecadou mais de 14 mil peças de roupas. Elas foram vendidas por um preço bem abaixo do valor do mercado e todo dinheiro foi revertido para 20 instituições de caridade. As roupas que sobraram são vendidas pelo app Skina e podem ser encontradas através da hashtag, #DoarFashion.

CUIDADOS

Com uma gama de sites, páginas em redes sociais e aplicativos, negociar usados pela internet com desconhecidos — sem as mesmas garantias de fazer a compra em uma loja estabelecida, com todas as notas e garantias, por exemplo — também requer alguns cuidados. Um deles é não pagar adiantado e procurar informações sobre quem está oferecendo o produto, alerta Gabriel Di Bernardi, do Skina.

“Fornecer o próprio endereço ou marcar o encontro em casa não é uma boa. O ideal é que os encontros sejam feitos em locais públicos e de movimentação, como shoppings, praças ou pontos de comércio”, diz.

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