Castelo Branco vai construir clínica para atender população de baixa renda

A partir de fevereiro de 2017, a unidade da Rua Gonçalves Dias vai dar início às aulas nos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Radiologia, Farmácia, Odontologia e Biomedicina

Por O Dia

Rio - Uma iniciativa da Universidade Castelo Branco promete oferecer atendimento clínico à população de baixa renda na região central do Rio e ainda gerar oportunidade de estágio para estudantes da área de saúde.

A partir de fevereiro de 2017, a unidade da Rua Gonçalves Dias vai dar início às aulas nos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Radiologia, Farmácia, Odontologia e Biomedicina. A previsão é inaugurar uma clínica-escola numa área de 600 metros quadrados, aproveitando o espaço aberto com o fechamento de 18 lojas numa galeria no primeiro piso da instituição de ensino.

Iniciativa será inspirada em clínica de Realengo%2C aberta há mais de 30 anosDivulgação

O empreendimento será nos moldes da escola de Realengo, em funcionamento há mais de 30 anos em anexo à instituição de ensino em funcionamento no bairro. E deve abrir 80 postos de trabalho para médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas e funcionários de outros setores. Lá, um hemograma, que custaria R$ 80, sairia por R$ 10.

“Não temos a preocupação de ganhar dinheiro. A ideia é dar um retorno à sociedade e criar uma encubadora de empregos. Colocar os alunos para trabalhar, dando visibilidade e credibilidade à marca da universidade na área de saúde. Assim, podemos conseguir mais alunos e permitir que eles aprendam na prática”, projeta o diretor administrativo e vice-reitor Leomar Valença.

Com 45 anos de atuação, a universidade se consolidou na Zona Oeste do Rio. Nos últimos seis anos, expandiu as suas atividades para o Centro ao abrir uma unidade na Rua da Quitanda. Mas o aumento da demanda de novos alunos fez com que a instituição fechasse as portas da unidade para abrir uma maior no começo deste ano, na Rua Gonçalves Dias.

E, nesse período, a quantidade de alunos mais que dobrou, passando de 450 para mais de mil universitários. O perfil filantrópico, com vestibular social, atraiu estudantes com menor poder aquisitivo. Um em cada dez alunos da unidade recebe bolsa integral. Candidatos com renda per capita familiar de um salário e meio recebem bolsa integral. Quem tem renda de até três salários mínimos, é beneficiado com bolsa de 50%.

Bezerra de Araújo abre novo curso

Com a abertura dos cursos de graduação na área de saúde no Colégio Bezerra de Araújo há 16 anos, em Campo Grande, Maria José Bezerra de Araújo, que dá nome à instituição de ensino, se tornou a primeira enfermeira a abrir a sua própria universidade no país. E, a partir de 2017, a faculdade também vai incluir o curso de Tecnólogo em Radiologia.

“A demanda na área de saúde é muito boa na Zona Oeste”, avalia Maria José, de 89 anos, contando apenas mais um capítulo da sua trajetória de sucesso na área de saúde.
Aos 18 anos, a filha mais velha entre as mulheres de uma família de 12 irmãos na cidade de Timon, no interior do Maranhão, enviou uma carta ao presidente Getúlio Vargas, que atendeu seu pedido por uma bolsa de estudos para cursar enfermagem no Rio. Depois de formada, trabalhou a serviço do Ministério da Saúde num hospital no interior do Pará. Hoje, administra uma instituição de ensino com 2,2 mil alunos nas áreas de Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Fisioterapia e Educação Física.

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