Nelson Vasconcelos: Um retrato do nosso país

Pnad detectou 102,1 milhões de brasileiros conectados à rede, o que significa 57,5% da população

Por O Dia

Rio - O IBGE informou ontem que o número de usuários de internet no Brasil passou de cem milhões em 2015. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) detectou 102,1 milhões de brasileiros conectados à rede, o que significa 57,5% da população. Foram registrados apenas 6,7 milhões de novos internautas, na comparação com 2014.

Curioso é que, devido ao grande número de smartphones e tablets em uso, o total de casas com computadores caiu de 32,5 milhões, em 2014, para 31,4 milhões em 2015. O número de residências com acesso à rede via computadores foi de 28,2 milhões para 27,5 milhões.

E vai continuar a cair, acredito, enquanto a gente só pensar em internet como instrumento de entretenimento e fofoca, e não de Educação e fonte de renda. Talvez justamente por isso, os celulares se tornaram o único telefone em 58% das casas do país, deixando para trás, definitivamente, o telefone fixo.

Saia do Facebook e seja feliz

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, mostrou que as pessoas que estão longe do Facebook vivem mais felizes. Segundo o coordenador do trabalho, Morten Tromholt, ficar um tempo fora da rede social aumenta a satisfação com a vida e deixa as emoções mais positivas.

Já os facebookianos sentem mais tristezas e preocupações. Concordo plenamente. A culpa, claro, não é do Facebook, que é uma excelente ferramenta. Mas a humanidade anda escrevendo muita bobagem na rede, deixando a gente deprimido. Ou será que isso só acontece com meus “amigos”?

Criatividade é pouca

Você anda abatido, sem saber o que fazer da vida? O negócio é criar, adaptar-se aos novos tempos com a ajuda da tecnologia. Na Índia, por exemplo, uma empresa criou aplicativo que permite que o usuário contrate algum desocupado para ficar na fila do banco em seu lugar. Excelente ideia.

Você entra no app, chamado BookMyChotu, e ele localiza alguém já cadastrado que se propõe a fazer o serviço por R$5 a hora e, no máximo, por oito horas. Como as filas e a falta de trabalho são abundantes naquele país, o aplicativo se tornou sucesso imediato.

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