'É uma lei, e o estado vai cumprir', diz secretário sobre fim dos supersalários

À frente da secretaria de Fazenda, Gustavo Barbosa comentou a aprovação de projeto da Alerj que reduz salário de governador e acaba com os rendimentos acima do teto do funcionalismo do Rio

Por O Dia

Rio - "Vamos respeitar o que foi aprovado na Alerj". Assim o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, comentou, nesta sexta-feira, a aprovação do projeto de lei que acaba com os supersalários de secretários, subsecretários, presidentes e vice-presidentes de autarquias e fundações do estado.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, na quarta-feira, o projeto de lei de autoria da Comissão de Orçamento da Casa. E o deputado Paulo Melo (PMDB), da base governista, tentou derrubar um item do texto que impede que servidores (e chefes de órgãos) requisitados a outros entes (como União e município) recebam mais que o teto do funcionalismo estadual, em cerca de R$ 28 mil.

"É uma lei que foi aprovada na Alerj. O estado vai cumprir. É simples assim", disse Barbosa. O estado tem cerca de 26 secretários, subsecretários entre outros chefes que são requisitados.

Inicialmente, a reportagem informou que o secretário confirmou que sairia do cargo. A secretaria de Fazenda esclareceu que Barbosa não deu essa declaração. Portanto, houve um mal entendimento da resposta do secretário durante a entrevista.

Barbosa é contabilista e funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal e requisitado pelo estado. Ele e o secretário de Educação, Wagner Victer, que é engenheiro da Petrobras, e o secretário de Segurança, Roberto Sá, que é delegado da Polícia Federal, recebem acima do teto.

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