Casa do Trabalhador inclui 50 mil pessoas no mercado de trabalho

Em mais de três anos de atuação, local fez o atendimento de cerca de 42 pessoas por dia

Por O Dia

Rio - Em pouco mais de três anos de atuação desde que foi fundada, a Casa do Trabalhador, da Secretaria estadual de Trabalho e Renda (Setrab), já atendeu cerca de 50 mil pessoas. Foram, em média, cerca de 42 atendimentos diários, desde julho de 2013, quando o local foi fundado. Neste período, cerca de 25 mil pessoas fizeram oficinas de reciclagem, concluíram cursos e ganharam novas oportunidades de trabalho. O projeto estadual é amparado pela Lei 6.611 de 2013 e funciona como um posto permanente da secretaria, com nove salas e capacidade para atender até 800 pessoas por dia.

Os trabalhadores encontraram uma perspectiva de ampliar sua formação profissional com os cursos de especialização oferecidos no localDivulgação

Com sede em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, a Casa do Trabalhador consolidou a ocupação social das comunidades com (Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), levando oferta de serviços e infraestrutura de atendimento. Os trabalhadores encontraram ali uma perspectiva de ampliar sua formação profissional, com cursos de empreendedorismo, gastronomia, idiomas e informática.

“A procura pelas qualificações da Casa do Trabalhador não é somente pela certificação garantida pelos parceiros e pelo governo do Estado, mas também pelo atendimento humanizado e o leque de atendimentos que o usuário tem ao participar dos cursos. A inclusão no ensino para jovens e adultos, que é ministrado pelo Sesi e garante a educação formal aliada à excelência dos cursos certificados, também atrai cada vez mais alunos”, garante a coordenadora Silmara Bernardo Leandro.

É o caso de Sueli Ribeiro, de 75 anos, que encontrou no local uma oportunidade de qualificação profissional, mesmo após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ficar parcialmente paralisada. Depois de fazer as oficinas livres de artesanato na Casa do Trabalhador, ela entrou para o mercado informal. Sueli, que também participa do coral e da orquestra de tambores, trabalha vendendo as bijuterias que confecciona.

Ela integrou um grupo de convivência para mulheres no local, que atua para a instauração de empoderamento e conta com uma equipe multidisciplinar do Centro Universitário Augusto Mota (Unisuam). 

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