Gilberto Braga: Há alternativas para gastar menos

É lógico que vale a regra de pesquisar e comprar picado os itens da lista escolar, tentando economizar em cada compra um pouquinho

Por O Dia

Rio - O preço do material escolar está assustando os pais na volta às aulas em 2017. Diferentes levantamentos apontam que o aumento em relação a 2016 foi muito superior à inflação de 6,28%. Nenhuma das pesquisas encontrou alta de preços inferiores a 10%. Em certos casos, o reajuste atingiu 16%, sendo mais do que o dobro da inflação anual.

Com esse cenário, é lógico que vale a regra de pesquisar e comprar picado os itens da lista escolar, tentando economizar em cada compra um pouquinho. Entretanto, essa tática da adquirir os produtos fracionados só funciona bem para as famílias que fizeram uma reserva financeira e forem comprar à vista ou sem parcelar no cartão de crédito (pagar integralmente a fatura na data do vencimento).

Mais alternativas para gastar menosDivulgação

Com a crise da economia e os gastos de início de ano (IPVA, IPTU e dívidas do Natal, entre outros), muita gente vai parcelar as compras escolares e, nesse caso, é melhor concentrar tudo num único local, seja loja física ou internet. Como o valor total fica maior, é possível negociar um desconto, ganhar um brinde e uma condição de parcelamento mais favorável.

Algumas papelarias do Rio estão recebendo a lista de material pelo WhatsApp e fazendo orçamento detalhado, o que facilita muito a vida dos pais. Uma tática que funciona bem, principalmente em escolas que fazem listas bem detalhadas (especificando marca, tamanho e outras características dos itens) é formar um grupo de pais e partir para compra coletiva diretamente em fabricantes e distribuidoras de material escolar.

As operações em escala maior costumam sair mais em conta porque permitem eliminar a margem do varejista. Antigamente, essa possibilidade era bem difícil de ser operacionalizada, mas hoje com as redes sociais, ficou muito mais fácil de arregimentar os interessados.

Por fim, usando ainda a internet, vale formar uma corrente de reaproveitamento de itens e livros didáticos usados, tendo a ajuda da própria escola, que pode ceder um espaço para trocas e revendas do material.

Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec  e da Fundação Dom Cabral

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