Brasil teve menos 1,32 milhão de empregos formais em 2016

Dados do Caged mostram que corte foi liderado pelas regiões Sudeste e Nordeste

Por O Dia

Rio - O Brasil fechou 1.321.994 vagas formais de trabalho nos últimos 12 meses, esté número é 14% menor que em igual período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho. E esse corte de vagas formais de trabalho em 2016 foi liderado pelas regiões Sudeste e Nordeste, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Entre as unidades da Federação, apenas Roraima registrou mais contratações do que demissões, mesmo assim, em número quase simbólico: foram abertos 84 novos postos com carteira assinada.

Ronaldo Nogueira%3A saldos de emprego mais negativos ocorreram nos estados mais populosos Divulgação

Segundo as informações do Ministério do Trabalho, o Sudeste extinguiu 788,6 mil vagas formais, enquanto o Nordeste fechou 239,2 mil postos. Ao todo, o País perdeu 1,32 milhão de empregos com carteira assinada, considerados de maior qualidade, no ano passado.

Entre os estados, os recordistas em fechamento de vagas foram São Paulo (-395,3 mil), Rio de Janeiro (-237,4 mil) e Minas Gerais (-117,9 mil). Juntos, os três responderam por 59% da perda total de empregos formais no ano passado. “Os saldos de emprego mais negativos ocorreram nos estados mais populosos e de economia mais moderna”, observou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

PICO

A crise começou a perder fôlego em abril de 2016, quando o país registrava o pico de 1.825.609 vagas fechadas em um período de 12 meses. Mas esse número começou a cair mês a mês. No final do ano, a perda em 12 meses já estava menor em 503.615 postos. Em dezembro, mês que historicamente apresenta forte aumento no número de demissões, a perda foi de 462.366 vagas, 22,4% menor do que no mesmo período de 2015, outro dado que mostra o arrefecimento na crise do emprego.

O ano de 2016 ainda apresentou resultados negativos em todos os setores, embora já com um ritmo menor do que em 2015. Em números relativos, o setor que menos sofreu nos últimos 12 meses foi o da Agricultura, com um fechamento de apenas 0,84% das vagas, seguido pela Administração Pública, que teve percentual negativo de 0,97%.

Salário médio também teve queda

A crise econômica continuou a afetar o mercado de trabalho em 2016, tanto em termos de nível de emprego quanto de renda. O salário médio de admissão caiu 1,09% em termos reais (ou seja, já descontada a inflação) em relação a 2015. O valor saiu de R$ 1.389,19 para R$ 1.374,12, de acordo com dados do Caged. Apesar disso, o Ministério do Trabalho destaca que a perda salarial em 2016 foi menos intensa do que no ano anterior, quando o recuo havia sido de 1,64% em relação a 2014.

Em 2016, a queda na média salarial dos homens (-2,43%) foi mais intensa do que no caso das mulheres (-0,99%), movimento que já havia sido observado no ano anterior. “Após dois anos sucessivos de redução mais acentuada dos salários de admissão masculino, a média salarial da mulher passou a representar 89,24% da média salarial do homem”, disse o Ministério do Trabalho.

Em termos regionais, o salário médio de admissão caiu em todas as grandes regiões, com destaque para Sudeste (-2,36%) e Norte (-2,33%).

As perdas reais no salário de admissão têm contribuído para anular ganhos obtido no passado, aponta o Caged. 

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