Apesar das vagas, procura de portadores de deficiência em curso ainda é tímida

Para ONG, transporte pode mudar cenário.

Por O Dia

Rio -Toda semana, surgem oportunidades de trabalho para portadores de deficiência no estado do Rio. Só na sexta-feira, foram 344 vagas oferecidas pela Secretaria estadual de Trabalho e Renda (Setrab). No mês passado, a Via Varejo, empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio, abriu mais de 200 chances.

Acessibilidade no Mercado de TrabalhoDivulgação

O restaurante Outback Steakhouse, que vai inaugurar uma unidade no Boulevard Rio Shopping, em Vila Isabel, também incluiu portadores de deficiência entre os candidatos às 130 vagas abertas para o novo empreendimento. Em meio a esse cenário, também há oportunidades de qualificação profissional. Mas elas esbarram num problema crônico: a adesão ainda está abaixo do esperado.

O Instituto da Oportunidade Social (IOS) oferece mais de 1,2 mil vagas em todo o país a portadores de deficiência interessados na preparação para ingressar no mercado de trabalho. No Rio, a ONG abriu turmas em dois locais, graças a parcerias firmadas com instituições de ensino. As inscrições vão ser concluídas na quarta-feira para as aulas, com começo previsto em 14 de fevereiro.

A qualificação vai ocorrer na Unisuam, em Bonsucesso, e na Universidade do Grande Rio (Unigranrio), em Duque de Caxias. Voltado para gestão administrativa, o curso também inclui aulas de português e matemática, oferecidos a pessoas com deficiência física, visual parcial ou auditiva com mais de 16 anos.

Os candidatos, que precisam estar cursando o Ensino Médio, têm acesso a um workshop, com orientações comportamentais em entrevistas de emprego ou no ambiente de trabalho. E, mesmo depois de empregados, seguem sendo monitorados.
Maria Luciene Moreira Pinheiro, líder da filial da IOS no Rio, em atuação no estado há cinco anos, atribui a baixa adesão de alunos a problemas de acessibilidade.

“Existe um número significativo de ofertas de emprego e as empresas nos procuram. Mas nem sempre temos profissionais para indicar. O deslocamento à escola ou até ao local de trabalho acaba limitando a participação de portadores de deficiência. Precisamos ampliar parcerias com instituições para conseguir transporte para esse público”, propõe.

McDonald's fez 250 contratações em 2016

No ano passado, o McDonald’s contratou mais de 250 pessoas com deficiência no Brasil. Três dessas pessoas trabalham na unidade do Norte Shopping. Portadoras de deficiências auditivas, Karla Rayne Rocha e Cintia Rosendo de Góes trabalham lá há oito meses. Sessões de fonoaudiologia minimizaram as dificuldades na fala de Karla, que está cursando Administração de Empresas. A presença delas no restaurante também facilita a adaptação de Daiana Aguiar Ventura, contratada há três meses. Agora, com a supervisão de Cintia. 

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