Renda do Minha Casa Minha Vida vai a R$ 9 mil e valor do imóvel a R$ 240 mil

Alterações anunciadas ontem permitirão que mais famílias sejam beneficiadas pelo programa

Por O Dia

Rio - A faixa de renda para famílias beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida aumentou e vai permitir que mais pessoas possam ser beneficiadas pelo programa. O patamar máximo, que fica na faixa 3, subiu de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.

As outras faixas também foram reajustadas, informou ontem o Ministério das Cidades. Na faixa 1,5, a renda passou de R$2,35 mil para R$ 2,6 mil. Na 2, o valor subiu de R$3,6 mil para R$ 4 mil. A única que não sofreu alteração foi a faixa 1, que continua limitada a R$ 1,8 mil. O aumento, segundo o governo, seguiu a inflação medida pelo INPC.

O valor dos imóveis que podem ser incluídos em operações com o FGTS também subiu: Rio, São Paulo e Distrito Federal, o valor máximo passou de R$ 225 mil para R$ 240 mil. Nas capitais do Nordeste e Norte, passou de R$170 mil para R$180 mil.

Representantes do setor avaliam que ampliação da renda do Minha Casa Minha Vida aquecerá a economiaAgência Brasil

A medida, anunciada ontem no Palácio do Planalto, foi bem recebida por representantes do setor habitacional. “O aumento da faixa é muito importante, pois vai permitir que muitas famílias possam aderir ao programa”, diz Roberto Kauffmann, presidente do Sindusco-Rio, que prevê aumento de empreendimentos em todas as faixas do programa.

Questionado pelo DIA se mesmo com o cenário de crise pelo qual passa o estado, as perspectivas não seriam boas, Kauffmann avalia que a ação tem grande sentido social e ajudará na recuperação econômica do estado.

“O Minha Casa Minha Vida possibilitará atender a uma quantidade muito grande da população e com isso haverá criação de empregos, o que aquecerá a economia”, avalia Kauffmann.

Alexandre Schneider, vice-presidente de Habitação do Secovi (Sindicato da habitação do Rio), faz coro com o representante das construtoras e vê a medida como positiva e também acredita no aquecimento do mercado no Rio. “O crédito é muito importante, ainda mais nessa faixa de renda, porque possibilita a aquisição da casa própria a um número maior de pessoas”, afirma Schneider.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, também elogiou as medidas. “Nos últimos tempos o setor perdeu muito empregos e agora começamos a estimular novamente a expansão por meio da construção”, disse.

“O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida”, afirmou ontem o presidente Michel Temer, durante o anúncio das mudanças, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, os novos limites do Minha Casa, Minha Vida são resultados de um “pacto” entre o governo e o setor da construção civil, mediante o que classificou como “revigoração” do programa habitacional.

Contratar 610 mil unidades

Durante evento ontem no Palácio do Planalto, o governo anunciou também a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas do programa. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil; 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3.

Outra decisão tomada ontem foi em relação aos financiamentos em atraso. Os mutuários da casa própria que estão com as prestações pendentes ganharam um fôlego para colocar a dívida em dia, usando os recursos da conta do FGTS. Essa possibilidade já existe, mas é limitada a três meses.

O prazo agora foi ampliado para 12 meses e vai vigorar durante 2017. Assim, quem estiver inadimplente não perderá o imóvel se tiver saldo na conta vinculada.

Últimas de Economia