Juros do rotativo do cartão sobem

Bancos elevam taxa cobrada de quem parcela fatura. Indicador está em 486,8% ao ano

Por O Dia

Rio - Com pouco mais de um mês para as mudanças no rotativo dos cartões de crédito entrarem em vigor, os bancos elevaram mais uma vez os juros cobrados na modalidade. Além do aumento da taxa no rotativo, o crédito parcelado teve forte alta de 8,1 pontos em apenas um mês — a maior alta entre todas as operações de crédito livre para pessoa física. Os bancos têm até 3 de abril para se adequarem às novas regras. 

Os dados foram apresentados ontem pelo Banco Central e mostram que os juros médios totais cobrados no rotativo do cartão de crédito subiram 2,2 pontos percentuais e a taxa média de 484,6% ao ano em dezembro foi para 486,8% ao ano em janeiro.

A taxa média no mês passado foi a maior da série histórica do BC para o rotativo do cartão de crédito, iniciada em março de 2011. Entre todas as operações de crédito acompanhadas pelo BC, o rotativo tem a mais elevada, batendo até mesmo a do cheque especial, segundo a agência Estadão Conteúdo. 

Além do aumento dos juros do rotativo, o crédito parcelado no cartão — operação que deve ser oferecida como “porta de saída” para os clientes que usarem o rotativo por 30 dias — também teve aumento 8,1 pontos, passando de 153,8% ao ano para 161,9% ao ano. Foi o maior registrado pelo BC entre todas as linhas de crédito para pessoa física no mês passado.

A mudança no cartão de crédito prevê que o uso do rotativo deve ser pelo prazo máximo de 30 dias. Depois disso, a dívida deve migrar obrigatoriamente para outra modalidade com juros menores, como o parcelado do cartão de crédito.

INFLAÇÃO PELO IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou leve alta de 0,08% em fevereiro ante janeiro, segundo a Fundação Getulio Vargas. O acumulado em 12 meses até fevereiro é de 5,38% e, no ano está em 0,73%.

Com isso, os aluguéis residenciais com contratos que vencem em março e correção pelo índice sofrerão atualização de 5,38% no seu valor a partir do mês que vem. Um valor de R$1.500 vai subir R$1.580,70, por exemplo, e deverá a ser pago no fim do mês de março ou início de abril.

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