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Cesta básica continua cara no Rio

Apesar da queda de 3,55%, consumidor pagou R$ 424,55 pelo conjunto de alimentos

Por thiago.antunes

Rio - O preço da cesta básica caiu em 3,55% no Rio, mas o trabalhador continua pagando um dos valores mais altos do país. O custo ficou em R$424,55 em fevereiro, o quarto maior entre as capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento constatou elevação de preços em 25 das 27 capitais, com quedas expressivas em Manaus, Maceió, Porto Alegre, Brasília e Rio.  Conforme o levantamento, entre janeiro e fevereiro, houve de alta de preços do óleo de soja, café em pó e farinha de mandioca.

O feijão, carne bovina de primeira, tomate, açúcar e leite integral tiveram redução média de valor na maior parte das cidades. O servidor público Leonel Brizola, 54 anos, conta que procura o melhor preço em vários mercados. “Percebi o aumento em produtos como o óleo, café e o açúcar. O negócio é pesquisar, por isso consigo deixar a geladeira mais farta lá em casa”, diz.

Leonel Brizola reduziu a quantidade de café que costumava comprarEstefan Radovicz / Agência O Dia

O funcionário diz que não substituiu nenhum alimento, mas diminuiu a quantidade que costumava comprar. “Café eu fazia todo hora lá em casa, mas diminui porque está muito caro”.

O aposentado Sebastião de Aquino, 62, bate perna para encontrar o melhor preço. “Não tenho problema em andar para encontrar opções melhores em diferentes mercados”, explica.

De acordo com o economista Gilberto Braga, do Ibmec, normalmente o consumidor carioca substitui produtos quando os preços estão lá em cima. “Também busca promoções e produtos similares para contrabalançar a lista de compras”, diz o economista.

Ainda de acordo com Braga, o consumidor acaba encontrando fórmulas para economizar no mercado. “A carne, por exemplo, você pode comprar uma mais barata ou optar pelo frango, que é encontrado em alguns mercados por menos de R$ 10. Existem itens também, que podem ser cortados para poupar no bolso do consumidor”. afirma. 

Reportagem da estagiária Marina Cardoso

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